CIDADANIA:JÁ E EM FORÇA…
Factores de
natureza pessoal só agora permitem dar continuidade à transcrição de algumas
das passagens da Publicação “Plano
C O Combate da Cidadania”, uma publicação da responsabilidade do IDP-Instituto da Democracia Portuguesa que contou com a colaboração de 23 personalidades dos mais diversos quadrantes
políticos, sendo escolhidos, em cada um dos 23 textos, as passagens que
consideramos mais relevantes e apropriadas ao momento que Portugal vive, num
critério meramente pessoal e pelo qual somos os únicos responsáveis.
Mas tal
critério de modo algum impede que, directa ou indirectamente,
dois princípios básicos do IDP deixem de estar presentes: CIDADANIA e BEM COMUM.
E o
Prefácio, da responsabilidade de D. Duarte de Bragança, será o primeiro texto a
merecer atenção.
Nele se
afirma que “precisamos da participação de todos na vida nacional” “sendo a
democracia o regime da liberdade, pelo que é, também, o regime da responsabilidade”,
do mesmo modo que é referida a obrigação de “pedirmos a responsabilidade
criminal de governantes e políticos que incorreram em gestão danosa dos
dinheiros públicos”. De registar que esta tomada de posição foi assumida pelos
diversos Movimentos Cívicos presentes oportunamente num Encontro de Miranda do
Corvo, constando da Declaração Final, aprovada por unanimidade…
Mais se
afirma que “para intervirmos no nosso país, na Europa e no Mundo, precisamos de
afirmar os princípios que nos identificam” e que só uma proposta oriunda da
sociedade civil tem as virtualidades para satisfazer os anseios da população
portuguesa”. Ideias simples, muito simples, poderão afirmar, mas absolutamente
angulares para a construção, melhor, para a reconstrução do país por que todos
anseiam…
E passemos
ao que na publicação é designado por “Ponto
de Partida”, e que engloba algumas justificações para designações adoptadas
e um resumo das matérias abordadas e identifica os autores dos diversos
ensaios.
“Combate da
Cidadania: Cidadania, porque ainda vamos a tempo de salvar Portugal das oligarquias
que dele se querem apoderar, sobretudo as que nascem da corrupção da democracia.
E “Plano C” porque há outros em marcha
mas que não estão a ajudar. Plano A é o da Troika, Plano B há vários, dos
actuais programas partidários e “Plano C”,
finalmente, é o de todos nós, da cidadania, da sociedade civil, das associações
mediadoras entre o indivíduo e o Estado. É um plano feito de alternativas
concretas, propostas por quem conhece o país, o seu território, a sua história
e cultura, sonhos e empreendimentos.
É esse o
Plano C que o IDP aqui inicia. O IDP
toma partido sem pedir licença aos partidos e escreve o que os políticos
deveriam fazer.
O IDP conhece verdades que os
políticos sabem mas não podem dizer.
E, assim, nasceu
este livro cujos ensaios ganharam forma em debates levados a cabo nos nossos
fóruns e reuniões, olhos nos olhos, debates ampliados nas redes digitais e
plasmados em entrevistas, comunicados e notas de conjuntura.
Chegou a
altura de dizer basta e exigir a sempre adiada reforma do Estado.”
E por hoje
ficamos por aqui, na esperança de que o publicitado tenha despertado o
interesse para o que, em várias parcelas”, iremos publicando.(cont.)
Campos de
Barros