domingo, 28 de junho de 2015

No seguimento do último Artigo de Opinião

Infelizmente, tinha razão…
Há alguns meses, escrevi um Artigo de Opinião, visando, fundamentalmente, matéria relativa ao conceito de Defesa Nacional e aos Serviços Secretos de Informação, não pensando, então que, a curtíssimo prazo, a triste realidade viesse demonstrar a razão que me assistia.
Na verdade, os trágicos acontecimentos ocorridos nestes últimos dias, muito embora, felizmente e por enquanto, tendo lugar noutros países, dois dos quais localizados na Europa e não muito longe de Portugal, obrigam necessariamente a uma reflexão profunda, serena e racional, sobre a situação actual das Forças Armadas, Forças de Segurança e Serviços de Informação. E, o que tem vindo a público não é, de modo algum, comprovativo de que estamos preparados para prever e enfrentar potenciais situações, como as que têm origem no Estado Islâmico, para apenas citar a que mais perigo imediato parece oferecer.
Mas o número preocupante de imigrantes que chegam quase diariamente à Europa, com a possibilidade de integrarem eventuais terroristas, as rotas da droga que passam por Portugal, as máfias do crime organizado, são outros motivos de crescentes preocupações e que têm de merecer adequadas medidas de prevenção ou mesmo de intervenção pela força das armas, em solo nacional ou no estrangeiro, obrigados que estamos por força de tratados internacionais.
E isto para não falar numa eventual terceira guerra, que vários analistas e especialistas em política internacional temem que se venha a desenvolver.
E esta possibilidade obriga-me a referir ao estado de espírito das nossas Forças Armadas, que, face ao que tem sido tornado público, não corresponderá, de modo algum, ao que por alguns responsáveis tem sido afirmado. É suficiente ter lido o que sobre a matéria as Associações profissionais têm publicitado e mesmo algumas acções concretas que já tiveram lugar. E a reunião de oficiais recentemente realizada, com a presença de vários Oficiais Generais e de ex-Chefes do Estado Maior dos três Ramos das Forças Armadas, algo significa, como o comprova a declaração final tornada pública!
Chamar a atenção para uma área da actividade nacional a que grande parte dos cidadãos pouca importância dá, ou mesmo a ignora, é esta a finalidade deste modesto contributo…

Nota: Para os que não tenham presente ou não tenham lido o Artigo de Opinião a que faço referência, o mesmo é de novo publicado.