sexta-feira, 19 de julho de 2013

Que pena a ASAE não poder fechar,definitivamente,este espectáculo...

O circo em que se transformou Portugal…
Os últimos acontecimentos políticos, e mesmo alguns menos recentes, a nível nacional e mesmo de âmbito local, obrigam-me, sob pena de trair a minha consciência, a lançar um grito de indignação e revolta, e só não de ódio por ser cristão e católico, muito embora pudesse sempre recorrer à absolvição, face ao que mais se assemelha a um autêntico “circo”, tantas são as palhaçadas e os sem fim números de mortais à retaguarda e depois á frente, de tentativas de equilíbrio sobre bases imaginárias, de saltos no escuro, de puro ilusionismo, transformando verdades em falsidades e afirmações de fidelidade em traições, sendo, no entanto, o aparente desaparecimento de uma assinatura, por todos conhecida, o número mais espantoso…Mas não se pode esquecer que todos os números, mesmo os que parecem mais arriscados, têm sempre uma rede para evitar qualquer tipo de dano, constituída pelos grandes grupos económicos e financeiros, sempre prontos a premiar quem por eles arrisca o que quer que seja… No entanto, neste tipo de circo, só se destacam os “palhaço pobres”, por despidos de Ética, honestidade e coragem intelectuais, pelo que os aplausos da plateia, constituída pela grande maioria dos portugueses, são substituídos por constantes pateadas, até porque o preço pago nem um espectáculo de Ópera de qualidade máxima justificaria!
E a nível da política local, com o aproximar das eleições autárquicas, instalam-se, em cada autarquia, pequenos circos, havendo mesmo situações em que, por passos de verdadeira magia, se descobrem números de telefones, se se tenta, normalmente durante a noite, para tentar esconder os truques, passar, recorrendo a máquinas de pressão, aparentemente invisíveis, mas transportadas por autênticos “esquadrões da morte”, politicamente falando, é claro, para o outro lado da barreira quem não gosta do dono do “circo”,…E até se assiste a campanhas teledirigidas, mesmo que com o emissor encarcerado e, portanto impedido de, fisicamente, aparecer directamente no espectáculo, com a esperança de continuar a ser um dos artistas principais…
E, antes que de tal me esqueça, e como já dei a entender, todos os comentários têm cariz absoluta e exclusivamente político, tratando-se, em alguns casos de meras metáforas; até porque, como simples cidadão, quem quer que seja me merece um mínimo de consideração, como ser humano que é, ou, pelo menos, de comiseração…
Mas, cuidado, que as simples pateadas podem dar lugar ao erguer e aparecimento de uma alterosa vaga de CIDADANIA, e muitos dos actuais “artistas” correrão o risco de afogamento; politicamente falando, é claro!
E apenas dois esclarecimentos, um deles simplesmente para afirmar da força moral que assiste ao autor deste comentário, principalmente quando se refere à falta de honestidade e coragem intelectuais:
- O autor não se refugia sob a capa, nem do anonimato, nem de qualquer avental;

-O mesmo, ainda no activo e para defender a verdade, relativamente a um seu subordinado, chamou de “mentiroso”, olhos nos olhos, cara a cara, a um então oficial general, sabendo que, no mínimo, e como se veio a verificar, perderia uma honrosa condecoração, anteriormente garantida pelo seu superior, aqui em causa…Por alguma coisa se recusou, posteriormente a fazer carreira, na política!

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