CIDADANIA: JÁ E EM FORÇA…
Uma simples
observação, desde que minimamente isenta e consciente, da realidade política
que desde há muito se instalou no país, apenas uma conclusão permite: a de que
o rei- o regime-vai nu, muito embora deixando atrás de si muita gente bem
"vestida” e com um guarda- roupa suficiente para muitos e muitos anos e
que “vestirá” ainda amigos e descendentes e que a rainha,” a democracia”, está
em estado de putrefacção, mal cheirosa e pestilenta, afastando de si cada dia
mais cidadãos. Ou dito de modo mais conciso e concreto: o actual regime não
serve os verdadeiros interesses nacionais, servindo apenas os que dele se
aproveitam, frequentemente de modo absolutamente criminoso, politicamente e não
só…
Há pois que
mudar e tal apenas será possível se todos nós, que somos os únicos, por acção
ou omissão, verdadeiros culpados da situação com que nos debatemos, nos redimirmos
e assumirmos, conscientes e em pleno, o que a CIDADANIA impõe e determina e que
em palavras simples e concisas se entende como “a obrigação e o direito de cada
cidadão intervir nos negócios do Estado”. Tão simples quanto isto…Mas, e aqui
reside um dos pecados capitais dos portugueses, estes, tão ciosos dos seus
direitos ou que como tal consideram, principalmente quando do âmbito económico
ou financeiro, tão esquecidos se mostram, no que diz respeito a tudo que
engloba obrigações! E por isto mesmo é que o deficit de verdadeira CIDADANIA é
gritante e talvez mesmo mais preocupante que o deficit das contas públicas; e
muito há a interliga-los…
E vem tudo
isto a propósito da publicação de um Livro, denominado PLANO C O Combate da Cidadania, da responsabilidade do IDP(Instituto da Democracia
Portuguesa, de que me orgulho de ser membro e Coordenador do IDP-Norte.
Trata-se de
uma publicação contendo a contribuição de textos de 23 figuras de indiscutível
mérito, em diversos ramos da actividade nacional e integrando as mais diversas
correntes de pensamento, cuja leitura a todos muito enriqueceria. Mas como
tenho a consciência plena da aversão generalizada dos portugueses pela leitura-
realidade mais agravada pela crise financeira reinante- e muito em especial
quando se trata de publicações desta natureza, tomei a decisão de, conforme está
a suceder relativamente à Constituição da República, publicitar passagens dos
diversos textos, acompanhadas de pequenas anotações, certo de que tal poderá
alertar para realidades tantas vezes esquecidas ou ignoradas e para eventuais
soluções para alguns dos problemas que enfrentamos. Penso estar assim a dar
cumprimento à parte de obrigações que a CIDADANIA exige…(a continuar)
como sempre admiro a sua verticalidade e isenção,e um conhecedor da realidade que se vive em portugal e que A CIDADANIA compete denunciar e esclarecer,e não estar subjugado a liturgia/credos políticos ,que se comportam como autenticas quadrilhas de mafiosos
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