quinta-feira, 22 de agosto de 2013

EU,CIDADÃO,ACUSO!

22 de Agosto de 2013 às 15:28
Os sucessivos incêndios que têm assolado o país,praticamente em todos os distritos,deixando atrás de si um rasto de destruição,miséria, mesmo,em algumas situações,de verdadeira tragédia e muito em especial originando perda de vidas humanas, na maioria das situações dos verdadeiros heróis que são os "soldados da paz",de modo algum me pode deixar indiferente ou apenas simplesmente triste.Na verdade, e perante uma realidade que,pelo menos em parte,poderia ser evitada,sinto-me na obrigação moral,sem o que traíria a minha consciência,o que nunca me perdoaria, a repetir as críticas que há anos venho fazendo e que nada mais são do que a defesa de princípios que defendi,pelo menos parte deles,quando, há já dezenas de anos,comandava uma Unidade Militar em Ponta Delgada.Princípios e sugestões que,então,não tiveram a menor receptividade,mas que, embora de forma meramente pontual,vi começar a serem concretizados, há alguns anos.
E refiro-me,neste âmbito, à utilização das Forças Armadas em missões em que a sua utilidade é indiscutível, como a abertura de caminhos nas matas e florestas,facilitando o acesso a viaturas auto, no patrulhamento daquelas,numa medida de prevenção, princípio que,por norma,é esquecido,em diversas áreas da actividade nacional,e mesmo no próprio combate a incêndios, mediante instrução prévia, dada por especialistas na matéria.E por que não, mesmo a abertura de acessos a localidades mais isoladas, em que a utilização de meios auto por vezes é inviável.E resta ainda a utilização da Força Aérea, aproveitando os meios de que dispõe, no combate a incêndios, mesmo que recorrendo a algumas adaptações.Mas parece-me que,para além de eventuais interesses financeiros, que poderiam ficar,em certas situações,prejudicados,há como que um pavor,por parte de alguns responsáveis,em verem forças armadas na rua,ou nos céus...
E,estando provado que grande parte dos incêndios têm origem criminosa,qual a razão pela qual as penas não se tornam muito mais pesadas e gravosas,extensivas aos que,das consequências dos fogos,retiram altos proveitos...
E sabendo-se do descalabro tantas vezes verificado,na aplicação dos dinheiros públicos,por que não se tomam,em relação aos bombeiros,medidas que tão reclamadas e justas são, principalmento no fornecimento de equipamentos e acções de formação e na protecção às famílias das vítimas dos que morrem para que outros possam viver?
E por que não são reforçadas as forças da Polícia especializadas na detecção das verdadeiras causas dos incêndios e dos seus autores,nas situações em que a dúvida justifica a sua intervenção?
Tudo o exposto implica,como é lógico, dispêndio de verbas, mas que de modo algum considero serem despesas,mas simplesmente investimentos.E os prejuízos, a vários níveis que as sucessivas catástrofes acarretam,não serão muito superiores aos valores do que qualifico de investimento?
Mas existem,e todos o sabemos, responsáveis,por acção ou omissão,do verdadeiro inferno,físico, económico e financeiro com que muitas populações se debatem, situação ainda mais revoltante quando se avaliam os verdadeiros "roubos" de que o erário público é frequentemente vítima, quer por casos como o do BPN-e trata-se de um mero exemplo-quer na sequência de obras e da administração de empresas públicas ou público privadas...Façam-se contas aos custos,para o erário público, e meramente a título de exemplo,do que se passou e passa com as PPPs
E porque nunca deixei de denunciar o que entendo ser de interesse público denunciar,dado que só assim se pode assumir a condição de intelectual e politicamente honesto, aqui fica,como cidadão e no uso do que considero ser uma obrigação que uma verdadeira CIDADANIA impõe, a minha acusação aos responsáveis,por tudo o que no texto consta!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

NUNCA TÃO OPORTUNO FOI...

CIDADANIA: JÁ E EM FORÇA…
Uma simples observação, desde que minimamente isenta e consciente, da realidade política que desde há muito se instalou no país, apenas uma conclusão permite: a de que o rei- o regime-vai nu, muito embora deixando atrás de si muita gente bem "vestida” e com um guarda- roupa suficiente para muitos e muitos anos e que “vestirá” ainda amigos e descendentes e que a rainha,” a democracia”, está em estado de putrefacção, mal cheirosa e pestilenta, afastando de si cada dia mais cidadãos. Ou dito de modo mais conciso e concreto: o actual regime não serve os verdadeiros interesses nacionais, servindo apenas os que dele se aproveitam, frequentemente de modo absolutamente criminoso, politicamente e não só…
Há pois que mudar e tal apenas será possível se todos nós, que somos os únicos, por acção ou omissão, verdadeiros culpados da situação com que nos debatemos, nos redimirmos e assumirmos, conscientes e em pleno, o que a CIDADANIA impõe e determina e que em palavras simples e concisas se entende como “a obrigação e o direito de cada cidadão intervir nos negócios do Estado”. Tão simples quanto isto…Mas, e aqui reside um dos pecados capitais dos portugueses, estes, tão ciosos dos seus direitos ou que como tal consideram, principalmente quando do âmbito económico ou financeiro, tão esquecidos se mostram, no que diz respeito a tudo que engloba obrigações! E por isto mesmo é que o deficit de verdadeira CIDADANIA é gritante e talvez mesmo mais preocupante que o deficit das contas públicas; e muito há a interliga-los…
E vem tudo isto a propósito da publicação de um Livro, denominado PLANO C   O Combate da Cidadania, da responsabilidade do IDP(Instituto da Democracia Portuguesa, de que me orgulho de ser membro e Coordenador do IDP-Norte.

Trata-se de uma publicação contendo a contribuição de textos de 23 figuras de indiscutível mérito, em diversos ramos da actividade nacional e integrando as mais diversas correntes de pensamento, cuja leitura a todos muito enriqueceria. Mas como tenho a consciência plena da aversão generalizada dos portugueses pela leitura- realidade mais agravada pela crise financeira reinante- e muito em especial quando se trata de publicações desta natureza, tomei a decisão de, conforme está a suceder relativamente à Constituição da República, publicitar passagens dos diversos textos, acompanhadas de pequenas anotações, certo de que tal poderá alertar para realidades tantas vezes esquecidas ou ignoradas e para eventuais soluções para alguns dos problemas que enfrentamos. Penso estar assim a dar cumprimento à parte de obrigações que a CIDADANIA exige…(a continuar)