quarta-feira, 19 de junho de 2013


PPPs: CRIMES EM SÉRIE…

Ainda quase que totalmente incrédulo com o que tenho ouvido, nos diversos canais de TV e na comunicação social escrita, através de diferentes comentadores e jornalistas, relativamente às conclusões da Comissão de Inquérito às PPPs, não posso conter a minha raiva, de cidadão para quem a ética e a honestidade, quer em palavras, quer muito em especial nas acções, são princípios imutáveis, sendo o exteriorizar, publicamente, o que me vai na alma e no pensamento, infelizmente, o mínimo que, a título individual, posso fazer…

E penso que país é este em que crimes, de tal não tenho a menor dúvida, como Camarate e, mais recentemente tudo que engloba os negócios das PPPs e outros semelhantes, e que na minha opinião, e penso não estar só nesta minha posição, de verdadeiros crimes se trata, pois que no mínimo é mais que evidente a gestão danosa da coisa pública, ficam impunes-pelo menos assim sucedeu até à presente data- sejam quais forem os resultados dos inquéritos!

E se conclusões houve que não deixem qualquer dúvida, sobre a natureza dos actos cometidos e da identidade dos seus responsáveis, as apresentadas pela Comissão de Inquérito atrás referida são absolutamente exemplares, pelo que me não resta outra conclusão, caso, como é habitual, tudo seja “abafado”- não encontro termo mais apropriado-que admitir que, afinal, criminosos não são apenas os responsáveis pelos comportamentos em causa…É que também se pode ser criminoso por omissão ou inacção!

Felizmente que ainda existem comentadores e analistas de uma excepcional e cada vez mais rara honestidade e coragem, intelectuais e políticas, como José Gomes Ferreira, a quem o país já tanto deve e que apresentam como solução última, o, que subscrevo por inteiro, a nacionalização das empresas envolvidas no negócio; mas, mesmo sendo assim, falta ainda o julgamento dos responsáveis pela hipoteca do presente e muito em especial do futuro, de milhões de portugueses. E como, mesmo nas situações mais claras e transparentes, há que, face ao tipo de justiça e respectiva legislação vigente neste país em que alguns, e não são poucos,tanto o atraiçoam e lesam, proceder a averiguações, que por norma se prolongam por períodos de tempo infindáveis, e a prisão preventiva tem prazos de duração limitada, daqui proponho que, em situações como as que estão em causa, a prisão preventiva possa durar tanto tempo quanto o país necessitar para recuperar, minimamente, dos crimes cometidos…Amor, com amor se paga!

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