PPPs: CRIMES EM SÉRIE…
Ainda quase
que totalmente incrédulo com o que tenho ouvido, nos diversos canais de TV e na
comunicação social escrita, através de diferentes comentadores e jornalistas,
relativamente às conclusões da Comissão de Inquérito às PPPs, não posso conter
a minha raiva, de cidadão para quem a ética e a honestidade, quer em palavras, quer
muito em especial nas acções, são princípios imutáveis, sendo o exteriorizar,
publicamente, o que me vai na alma e no pensamento, infelizmente, o mínimo que,
a título individual, posso fazer…
E penso que
país é este em que crimes, de tal não tenho a menor dúvida, como Camarate e,
mais recentemente tudo que engloba os negócios das PPPs e outros semelhantes, e
que na minha opinião, e penso não estar só nesta minha posição, de verdadeiros
crimes se trata, pois que no mínimo é mais que evidente a gestão danosa da coisa
pública, ficam impunes-pelo menos assim sucedeu até à presente data- sejam
quais forem os resultados dos inquéritos!
E se
conclusões houve que não deixem qualquer dúvida, sobre a natureza dos actos
cometidos e da identidade dos seus responsáveis, as apresentadas pela Comissão
de Inquérito atrás referida são absolutamente exemplares, pelo que me não resta
outra conclusão, caso, como é habitual, tudo seja “abafado”- não encontro termo
mais apropriado-que admitir que, afinal, criminosos não são apenas os
responsáveis pelos comportamentos em causa…É que também se pode ser criminoso
por omissão ou inacção!
Felizmente
que ainda existem comentadores e analistas de uma excepcional e cada vez mais
rara honestidade e coragem, intelectuais e políticas, como José Gomes Ferreira,
a quem o país já tanto deve e que apresentam como solução última, o, que
subscrevo por inteiro, a nacionalização das empresas envolvidas no negócio; mas,
mesmo sendo assim, falta ainda o julgamento dos responsáveis pela hipoteca do
presente e muito em especial do futuro, de milhões de portugueses. E como,
mesmo nas situações mais claras e transparentes, há que, face ao tipo de
justiça e respectiva legislação vigente neste país em que alguns, e não são
poucos,tanto o atraiçoam e lesam, proceder a averiguações, que por norma se
prolongam por períodos de tempo infindáveis, e a prisão preventiva tem prazos
de duração limitada, daqui proponho que, em situações como as que estão em
causa, a prisão preventiva possa durar tanto tempo quanto o país necessitar
para recuperar, minimamente, dos crimes cometidos…Amor, com amor se paga!
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