Minha culpa,minha tão grande culpa;talvez mesmo que minha máxima culpa...
Sem qualquer complexo ou mesmo pejo,já por várias vezes dei público conhecimento de ter sido, tempos passados, um apoiante do Prof. Cavaco Silva,convencido estar tratar-se do político que melhor servia os interesses dos portugueses. Sucede que,ainda convencido ser possuidor de qualidades que o distinguiam dos seguidores fieis do tenho qualificado de "política à portuguesa", em que o politicamente correcto impera,o apoiei na primeira candidatura à Presidencia da República,até porque nenhum dos restantes candidatos me oferecia garantias mínimas-na minha visão pessoal-para o desempenho da mais alta magistratura do estado.Mas pouco durou o meu encanto,pois que rapidamente as desilusões surgiram,com intervenções que a maioria não compreendia,pela matéria tratada,pela falta de oportunidade ou mesmo pelas duas coisas...E quando a situação do país se agravava e em que o país aguardava com ansiedade,mas também com esperança,uma palavra do Presidente da República que o esclarecesse e "convidasse" os responsáveis governamentais a mudarem de rumo,eis que surge a cálebre alocução sobre...a legislação relativa os Açores!Muito mais haveria a referir-nem sequer uma mensagem dirigida à A.R. foi ouvida- e o país a dar,dia a dia,sinais de que o rumo não seria o mais adequado.Candidatura para o segundo mandato e eis-me a votar,não escondo,na mesma personaidade,mas aqui por uma razão muito específica:considerar a candidatura como a menos má de todas as apresentadas,,,E,neste segundo mandato,repetiram-se discursos,alocuções,entrevistas,comentários que nada de novo trouxeram e que por vezes tiveram mesmo o "mérito"de agradar a todos os quadrantes políticos.É certo que criticava,embora que nunca directamente,procedimentos e opções,chamava a atenção para algumas situações perigosas para que o país se encaminhava.-mas isso qualquer cidadão minimamente consciente e esclarecido reconhecia-mas soluções concretas,essas nunca foram apresentadas.Dirão que ao P.R. não compete governar,mas no mínimo,compete evitar que se governe mal,quando não mesmo contra os interesses do país;e de modo não é suficiente,nem no grau mínimo,alertar,dizer que já alertou e avisou.Considero,assim,as intervenções repetitivas,sem quaisquer consequências práticas,parecendo por vezes ser intenção prioritária apoiar ou criticar partidos e não opções políticas.Trata-se meramente de uma opinião pessoal,mas é a minha;e a democracia é istoi mesmo.Surgiu,é verdade,há alguns meses uma inovação:a comunicação pelo Facebook,mas de um Presidente da República espera-se e exige-se um pouco mais...
Por tais motivos,nem sequer me encontrava disposto a ouvir a mensagem de Ano Novo,por nada esperar de original mas resolvi testar a minha capacidade de previsão-no âmbito dos discursos presidenciais-e a verdade é que acertei em pleno;é que difícil,mesmo difícil,é acertar no euromilhões...
Referir o que todos consideram academicamente necessário,para tentar debelar a crise,fácil é;conciliar realidades que ninguém se atreve a negar,com a concretização de objectivos que todos desejam,é um pouco mais complicado!É,portanto,oportuno afirmar:soluções precisam-se;apenas críticas,dispensam-se.É que,no âmbito da crítica,até a minha humilde pessoa pode ter uma palavra a dizer;mas a verdade é que não sou Presidenta da República.E por tal aqui fica o que penso.Inclusive uma sincera crítica a opções passadas.E o título diz tudo,penso...
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