Infelizmente, tinha razão…
Há alguns meses, escrevi um Artigo de Opinião, visando,
fundamentalmente, matéria relativa ao conceito de Defesa Nacional e aos
Serviços Secretos de Informação, não pensando, então que, a curtíssimo prazo, a
triste realidade viesse demonstrar a razão que me assistia.
Na verdade, os trágicos acontecimentos ocorridos nestes
últimos dias, muito embora, felizmente e por enquanto, tendo lugar noutros
países, dois dos quais localizados na Europa e não muito longe de Portugal, obrigam
necessariamente a uma reflexão profunda, serena e racional, sobre a situação
actual das Forças Armadas, Forças de Segurança e Serviços de Informação. E, o
que tem vindo a público não é, de modo algum, comprovativo de que estamos
preparados para prever e enfrentar potenciais situações, como as que têm origem
no Estado Islâmico, para apenas citar a que mais perigo imediato parece
oferecer.
Mas o número preocupante de imigrantes que chegam quase
diariamente à Europa, com a possibilidade de integrarem eventuais terroristas,
as rotas da droga que passam por Portugal, as máfias do crime organizado, são
outros motivos de crescentes preocupações e que têm de merecer adequadas medidas
de prevenção ou mesmo de intervenção pela força das armas, em solo nacional ou
no estrangeiro, obrigados que estamos por força de tratados internacionais.
E isto para não falar numa eventual terceira guerra, que
vários analistas e especialistas em política internacional temem que se venha a
desenvolver.
E esta possibilidade obriga-me a referir ao estado de
espírito das nossas Forças Armadas, que, face ao que tem sido tornado público,
não corresponderá, de modo algum, ao que por alguns responsáveis tem sido
afirmado. É suficiente ter lido o que sobre a matéria as Associações
profissionais têm publicitado e mesmo algumas acções concretas que já tiveram
lugar. E a reunião de oficiais recentemente realizada, com a presença de vários
Oficiais Generais e de ex-Chefes do Estado Maior dos três Ramos das Forças
Armadas, algo significa, como o comprova a declaração final tornada pública!
Chamar a
atenção para uma área da actividade nacional a que grande parte dos cidadãos
pouca importância dá, ou mesmo a ignora, é esta a finalidade deste modesto
contributo…
Nota: Para
os que não tenham presente ou não tenham lido o Artigo de Opinião a que faço
referência, o mesmo é de novo publicado.
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