domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mais oportuno do que nunca...

INCONSCIÊNCIA OU “RABOS DE PALHA”?
Muito embora algumas situações já tenham sido referidas e comentadas, uma informação há dias publicitada penso justificar uma nova abordagem,  a dois temas sobre os quais procuro estar atento, pela enorme importância de que revestem :Serviços Secretos de Informação e Justiça. E a razão de, mais uma vez, voltar à problemática dos Serviços Secretos de Informação, decorre do facto de apenas um partido com assento na A.R.  estar de acordo com o recurso às escutas, por parte daqueles Serviços, privando-os assim de um instrumento de grande importância para a eficiência dos mesmos, quando, talvez que como nunca, a recolha de informações é fundamental, tendo em atenção as ameaças de diversa ordem a que Portugal está sujeito : grupos radicais islâmicos, entrada de carregamentos de droga, crime organizado, muitas vezes da responsabilidade de máfias com base no exterior, mas actuando em Portugal, uma corrupção que dia a dia parece crescer, abalando profundamente a economia nacional, até pela delapidação frequente da fazenda pública, e, com, em muitos casos, a saída ilegal de capitais que a mesma corrupção gera.
E quando me refiro a escutas, não incluo apenas as de natureza telefónica, uma vez que as comunicações via TSF são também fonte de informações do maior interesse. E posso afirmá-lo com conhecimento de causa…E, apenas como complemento, importa garantir, o mais que possível for, a segurança dos nossos meios de comunicação.
E a colaboração e interacção entre os diversos Serviços de Informação revesta-se do mais elevado interesse, de modo algum se admitindo que o desejar a si os louros de qualquer acção possa ser motivo imperativo para que assim não aconteça. Mas quando assistimos, como sucedeu em tempos ainda próximos, a um ministro a divulgar a identidade de alguns espiões, há razão para que o que tem de ser secreto, por vezes deixe de o ser…
E passo, de imediato, a uma matéria do âmbito da justiça, por sinal com ligação próxima com o tema anterior e muito em especial com a corrupção: a inversão do ónus da prova, em casos em que haja suspeitas devidamente fundamentadas, de enriquecimentos ilícito.
São conhecidos os obstáculos encontrados no respeitante ao Tribunal Constitucional, mas se há matéria em que se justifica uma alteração à Constituição, penso ser esta uma das principais. O assunto já tem sido aflorado por parte de alguns partidos, mas a verdade é que a realidade se mantém…E isto para gáudio dos que sabem perfeitamente que pela lei actual, muito difícil se torna fazer prova do enriquecimento ilícito…
Certamente que em todos os Serviços que tratam das situações expostas, há que ter todo o cuidado na escolha dos elementos que o integram, para que se previnam ao máximo eventuais desvios de informações, a favor entidades, pessoais ou colectivas, e nas quais o interesse nacional nada tem a beneficiar. E alguns casos, como os que muito recentemente vieram a público, provam a razão de ser do meu receio. Mas o cuidado na escolha dos elementos a integrar, tem de existir, do mesmo modo, em relação à entidade encarregada da selecção e escolha…
Muito mais poderia referir, no âmbito do texto deste Artigo, mas o publicitado já justifica, creio eu, o título escolhido:
INCONSCIÊNCIA OU “RABOS DE PALHA”? Que cada um conclua como melhor entender…

O2/02/2015

Campos de Barros

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