quinta-feira, 1 de março de 2012


A dificuldade está na escolha…
Pensando no tema a abordar hoje, foram tantas as situações e acontecimentos que me pareceram dignos de registo, que optei por pouco mais do que a enumeração de alguns deles, até para os não deixar cair em esquecimento, principalmente por parte da maioria dos políticos da nossa praça, se alguns tiverem a curiosidade de aceder a este blog - e de certeza que alguns que conheço o farão- dada a permanente falta de memória de que dão provas, no respeitante a promessas feitas durante as campanhas eleitorais e das quais rapidamente se esquecem. Vejamos, então:
- O sr. P.G.R. queixa-se de falta de meios de intervenção, depois de há meses ter afirmado sentir-se como uma Rainha de Inglaterra: quanto à falta de meios, não o aceito, porque uma tesoura, mesmo com bastante uso, dura sempre um tempo aceitável. No respeitante à semelhança com a Rainha de Inglaterra, e uma vez que não usa saias, talvez que o uso de avental o aproximasse ainda mais de sua majestade…Na vestimenta, claro.
Mas muito embora não seja, pelo menos oficialmente, um político, também mostrou uma memória fraca: esqueceu-se de pedir a demissão…
-Um PR, responsável primeiro, enquanto PM, pelo abandono, mediante aliciantes mas traiçoeiras contrapartidas financeiras, da agricultura e das pescas, perito na política do alcatrão, esquecendo áreas da atividade nacional absolutamente fundamentais para o desenvolvimento racional e equilibrado do país, e permitindo que enormes meios financeiros fossem desviados dos fins a que se destinavam, enchendo os bolsos, por muito grandes que fossem, de cidadãos que desconheciam totalmente a ética, o interesse nacional e muito em especial a honestidade, parece ter-se esquecido do muito de errado que patrocinou e aparece como o detentor único da verdade, apresentando como rumo a seguir opções por si outrora ignoradas. E uma das verdades apregoadas é ser insuficiente para viver sem dificuldades a pensão que o casal recebe; quem diria tal! Uma permuta imediata, e ainda com algum bónus, aceito de imediato…
-Carlos Cruz, como que uma cereja no topo do bolo da desfaçatez e de fazer dos portugueses como que atrasados mentais, aparece, creio que numa universidade, a dar aulas de direito…Certamente que do direito que gostaria que vigorasse, para que a sua condenação, muito embora ainda passível de recurso- e parece que recursos financeiros é coisa que lhe não falta- não tivesse sido possível. E mais, se possível que a pedofilia passasse a ser uma prática normal, sendo condenado quem a não praticasse. Registo que, mesmo que academicamente, sou forçado a admitir que qualquer recurso o considere inocente, pelo que há que referir a tão habitual presunção.
-Um marido abalroa o carro em que a mulher conduz, agride a mesma, com várias facadas e não é preso preventivamente, dado que, como não fugiu quando da prática do crime, o perigo de fuga futura não existe. Atenção aos criminosos de qualquer natureza: após qualquer crime que pratiquem, não fujam, aguardem a presença da polícia e fujam, isso sim, enquanto aguardam julgamento em liberdade. Uma valiosa sugestão, que dou incentivado por as opiniões desta natureza ainda não serem taxadas… Lapso da troika, de certeza!
-No plano externo, incentiva-se a revolta na Síria contra uma ditadura de muitos anos e depois, iniciada a luta pela liberdade, cobardemente deixam-se as populações abandonadas e entregues a si próprias e à mercê de verdadeiros assassinos, a soldo e mando de um terrível ditador. Mas a explicação até não me parece muito complexa e chama-se simplesmente petróleo, ou melhor, a sua não existência! Malditos são os que, estando na base do conflito, permitem que a razão da força vença a força da razão. E o prémio da sua cobardia cifra-se em largos milhares de mortos e feridos. Mas nada me admira que, se a revolução tiver êxito, os mesmos apareçam a vender medicamentos e a construir hospitais, entretanto destruídos, com os consequentes lucros financeiros. E afirmam-se civilizados e democratas, estes verdadeiros criminosos morais e políticos!
-Um paquete, com centenas de passageiros e tripulantes afunda-se, por razões ainda pouco esclarecidas, e o comandante, contrariando o que há séculos constitui ponto de honra dos responsáveis máximos de qualquer embarcação- ser o último a abandonar o barco- pensa apenas em si e na sua segurança, abandonando em todos os aspetos todos os que navegavam e que, como é usual, confiavam na ética e sentido de missão de quem os traiu.
Simples exemplos, no entanto bem demonstrativos, penso, de situações e comportamentos que todos, ou quase todos, gostaríamos que não tivessem sido tristes realidades. Mas os avanços extraordinários da ciência, a nível vário, ainda não conseguiram viabilizar implantações de natureza mental e intelectual. Esperemos, entretanto, melhores dias…

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