A dificuldade está na escolha…
Pensando no tema a abordar hoje,
foram tantas as situações e acontecimentos que me pareceram dignos de registo,
que optei por pouco mais do que a enumeração de alguns deles, até para os não
deixar cair em esquecimento, principalmente por parte da maioria dos políticos
da nossa praça, se alguns tiverem a curiosidade de aceder a este blog - e de
certeza que alguns que conheço o farão- dada a permanente falta de memória de
que dão provas, no respeitante a promessas feitas durante as campanhas
eleitorais e das quais rapidamente se esquecem. Vejamos, então:
- O sr. P.G.R. queixa-se de falta
de meios de intervenção, depois de há meses ter afirmado sentir-se como uma
Rainha de Inglaterra: quanto à falta de meios, não o aceito, porque uma
tesoura, mesmo com bastante uso, dura sempre um tempo aceitável. No respeitante
à semelhança com a Rainha de Inglaterra, e uma vez que não usa saias, talvez
que o uso de avental o aproximasse ainda mais de sua majestade…Na vestimenta,
claro.
Mas muito embora não seja, pelo
menos oficialmente, um político, também mostrou uma memória fraca: esqueceu-se
de pedir a demissão…
-Um PR, responsável primeiro, enquanto
PM, pelo abandono, mediante aliciantes mas traiçoeiras contrapartidas financeiras,
da agricultura e das pescas, perito na política do alcatrão, esquecendo áreas
da atividade nacional absolutamente fundamentais para o desenvolvimento
racional e equilibrado do país, e permitindo que enormes meios financeiros
fossem desviados dos fins a que se destinavam, enchendo os bolsos, por muito
grandes que fossem, de cidadãos que desconheciam totalmente a ética, o
interesse nacional e muito em especial a honestidade, parece ter-se esquecido
do muito de errado que patrocinou e aparece como o detentor único da verdade,
apresentando como rumo a seguir opções por si outrora ignoradas. E uma das
verdades apregoadas é ser insuficiente para viver sem dificuldades a pensão que
o casal recebe; quem diria tal! Uma permuta imediata, e ainda com algum bónus,
aceito de imediato…
-Carlos Cruz, como que uma cereja
no topo do bolo da desfaçatez e de fazer dos portugueses como que atrasados mentais,
aparece, creio que numa universidade, a dar aulas de direito…Certamente que do
direito que gostaria que vigorasse, para que a sua condenação, muito embora
ainda passível de recurso- e parece que recursos financeiros é coisa que lhe
não falta- não tivesse sido possível. E mais, se possível que a pedofilia
passasse a ser uma prática normal, sendo condenado quem a não praticasse. Registo
que, mesmo que academicamente, sou forçado a admitir que qualquer recurso o considere
inocente, pelo que há que referir a tão habitual presunção.
-Um marido abalroa o carro em que
a mulher conduz, agride a mesma, com várias facadas e não é preso preventivamente,
dado que, como não fugiu quando da prática do crime, o perigo de fuga futura
não existe. Atenção aos criminosos de qualquer natureza: após qualquer crime
que pratiquem, não fujam, aguardem a presença da polícia e fujam, isso sim, enquanto
aguardam julgamento em liberdade. Uma valiosa sugestão, que dou incentivado por
as opiniões desta natureza ainda não serem taxadas… Lapso da troika, de
certeza!
-No plano externo, incentiva-se a
revolta na Síria contra uma ditadura de muitos anos e depois, iniciada a luta
pela liberdade, cobardemente deixam-se as populações abandonadas e entregues a
si próprias e à mercê de verdadeiros assassinos, a soldo e mando de um terrível
ditador. Mas a explicação até não me parece muito complexa e chama-se
simplesmente petróleo, ou melhor, a sua não existência! Malditos são os que, estando
na base do conflito, permitem que a razão da força vença a força da razão. E o
prémio da sua cobardia cifra-se em largos milhares de mortos e feridos. Mas nada
me admira que, se a revolução tiver êxito, os mesmos apareçam a vender
medicamentos e a construir hospitais, entretanto destruídos, com os
consequentes lucros financeiros. E afirmam-se civilizados e democratas, estes
verdadeiros criminosos morais e políticos!
-Um paquete, com centenas de
passageiros e tripulantes afunda-se, por razões ainda pouco esclarecidas, e o
comandante, contrariando o que há séculos constitui ponto de honra dos
responsáveis máximos de qualquer embarcação- ser o último a abandonar o barco-
pensa apenas em si e na sua segurança, abandonando em todos os aspetos todos os
que navegavam e que, como é usual, confiavam na ética e sentido de missão de quem
os traiu.
Simples exemplos, no entanto bem
demonstrativos, penso, de situações e comportamentos que todos, ou quase todos,
gostaríamos que não tivessem sido tristes realidades. Mas os avanços extraordinários
da ciência, a nível vário, ainda não conseguiram viabilizar implantações de natureza
mental e intelectual. Esperemos, entretanto, melhores dias…
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