quinta-feira, 3 de novembro de 2011

 NAVE DOS LOUCOS: 2ª EDIÇÃO
Talvez que entusiasmados com o êxito alcançado pelo filme, e sem pensarem no custo terrível que uma segunda edição acarretaria, a Europa, ou melhor, alguns países da Europa, parte dos quais sem capacidade financeira e económica e sem artistas minimamente qualificados, embora em Portugal artistas na corrupção e artes semelhantes se encontrem aos montes, lançou-se numa aventura só ao alcance de verdadeiros loucos, numa super - produção cujo final, embora contrariando profundamente o desenlace planeado, poderá ser uma tragédia…
E alguns episódios filmados em Portugal, de um realismo só ultrapassado, e felizmente em grande escala, pelas cenas já filmadas na Grécia, deviam levar os principais intérpretes e produtores nacionais, a associarem-se e procurarem, mesmo que com eventuais cedências dos estilos próprios, um novo enredo, numa produção independente, à medida do possível, que tenha por final algo que, pelo menos, nos leve a sonhar um pouco…
Sabemos, perfeitamente, quão distintos são os estilos, quer dos produtores e encenadores, quer dos actores, mas tenho esperança de que os resultados financeiros da produção mesmo que seja um forte prejuízo, recompensaria muito mais do que os resultados que já se adivinham da super - produção em curso. Também é verdade que, no que diz respeito a Portugal, os eventuais produtores já detentores de enorme capacidade financeira, não se mostrariam dispostos a integrar a produção, mas para estes também se arranjariam bons argumentos…
Se assim não suceder, corre-se o enorme risco de em Portugal se converter, não numa pequena, à escala global, nave de loucos, mas sim num asilo, não sei se psiquiátrico e onde todos, excepto os que tiverem o bom senso e a oportunidade de procurarem ambientes mais saudáveis, acabarão por ser internados. Isto se, entretanto, não começar a aumentar substancialmente o número de portugueses que já começam a pensar se, na verdade, a democracia será o menos mau dos sistemas políticos, como é usual ser considerado.. Por tudo, e, no que me diz directamente respeito, pela pequena ajuda que dei para a sua implantação, todos temos obrigação de nos empenhar em provar a verdade do que tem sido por norma aceite…

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