sábado, 25 de fevereiro de 2017

PELA MUDANÇA,QUE IMPERATIVA É...

Que nunca, por cobardia, conhecido seja… (cont.)
Depois de, em publicação anterior, ter tentado fazer uma análise das várias fases, no âmbito politico, vividas pelo país, desde o golpe militar de 25 de Abril até aos dias de hoje, pretendo fazer o registo dos factos e acontecimentos de maior relevância, ocorridos no mesmo período e que conduziram ao estado de verdadeira calamidade pública em que nos encontramos.
E o período que se seguiu ao golpe militar foi, sem dúvida, o mais “rico” em acontecimentos de natureza vária, de tal modo que ainda hoje permanecem marcas, principalmente no respeitante a personalidades que, graças ao oportunismo politico, de então e no decorrer do tempo, permanecem na “crista da onda”, apresentando-se, com a conivência de grande parte da comunicação social, como democratas da primeira linha…
Mas debrucemo-nos sobre os primeiros tempos do que se convencionou chamar de democracia, com realce para um conjunto de acções e ocorrências, incluídas no denominado PREC, ou seja, Período Revolucionário Em Curso; vejamos, então:
Proliferação de partidos, que chegaram a ser 34;ocupação de jornais, fábricas e herdades; nacionalização das principais empresas; centenas de  saneamentos, incluindo as forças armadas e estabelecimentos de ensino, com o encerrar de alguns deles; total indisciplina no seio das forças armadas, incluindo a constituição do movimento SUV (soldados unidos vencerão); criação das chamadas Brigadas Revolucionárias e das Brigadas de Dinamização Cultural, que se deslocavam, as últimas, a vários pontos do país, para  tentarem a adesão das populações rurais às doutrinas revolucionárias que defendiam; prisão de dezenas de cidadãos sem culpa formada, com a alegação de se tratarem de perigosos fascistas. Mais, muito mais poderia registar, mas o apresentado é o suficiente para se avaliar do tipo de democracia que se pretendeu implantar.
Entretanto, e porque permite fazer a ligação deste período à situação politica actual, merece destaque a constituição do MES (Movimento de Esquerda Socialista) e a posterior saída de vários militantes, que passaram a integrar a ala esquerda do PS de então. Por uma questão de justiça, há que referir não ser o MES a única organização politica, revolucionária, de onde emergiram nomes que se apresentam hoje como democratas exemplares. Na verdade, MRPP e UDP, por exemplo, também deram a sua valiosa colaboração…
O aparecimento de dois partidos-PPD e CDS- fez atrair sobre eles a atenção das organizações revolucionárias, por serem consideradas como refúgio de fascistas e inimigos do povo, daí resultando ataques às suas sedes e a alguns comícios por eles organizados. Dois casos guardei na memória: o ocorrido num comício do PPD, realizado no então chamado Palácio de Cristal, em que, no final do mesmo, a deslocação para o carro foi feita sob repetidos disparos de armas de fogo e a tentativa de assalto, envolvendo também armas de fogo, às instalações, situadas no Bonfim, onde Francisco Sá Carneiro se encontrava reunido com alguns militantes, os quais reagiram de imediato, obrigando à retirada dos seus autores. Por razão das funções que à data desempenhava, no âmbito partidário, permaneci no interior das instalações, fazendo companhia a quem tinha sido, pelas ideias que professava e pelos comportamentos assumidos, o responsável pela minha adesão ao partido. E assim, durante largos minutos, tive o privilégio de conversar a sós, com o Homem, Politico e Estadista que tanto admirava. E dessa conversa, franca, aberta e frontal nunca a alguém dei conhecimento…
Entretanto os sindicatos faziam valer a sua força, actuando como verdadeiras associações politicas, sucedendo-se as greves e as manifestações de rua, enquanto as comissões de trabalhadores se apoderavam do controlo de inúmeras empresas.
Os factos aqui referidos pretendem somente compreender melhor o que foi, nos anos que se seguiram e até à actualidade, o comportamento dos partidos e dos portugueses, principalmente dos que têm constituído a classe política.
Muito mais poderia ser referido, como o 11 de Março, a tentativa de ocupação da Rádio Renascença, a greve do Governo, anunciada pelo então primeiro ministro, Pinheiro de Azevedo, mas o apresentado considero ser suficiente para de ficar com uma imagem do Portugal de então. Previa-se uma guerra civil e, neste âmbito, há que registar o comportamento do PCP que optou por não alinhar nessa aventura, o que enfraqueceu notoriamente as chamadas forças revolucionárias.
Foi perante a situação vivida, que pronunciava uma possível morte de um regime democrático e a implantação de uma ditadura suportada pelas forças da extrema esquerda, que as forças armadas, não comprometidas com a situação vigente, planearam e executaram uma intervenção militar, opondo-se a uma tentativa de Golpe de Estado, em preparação pelas forças revolucionárias e que ficou conhecido pelo Golpe de 25 de Novembro (de 75).Rio Maior ficou na história por, na madrugada de 24, os habitantes da vila e alguns milhares de agricultores, associados da CAP, terem erguido barricadas, impedindo a livre circulação e controlando pessoas e viaturas. O país correu o risco de ficar dividido  em duas áreas distintas e só a intervenção das forças armadas  não aderentes ao Golpe de Estado em preparação, impediu o que parecia inevitável: a guerra civil.
E assim o PREC deu lugar ao PCEC: Período Constitucional Em Curso!
Restabelecida a relativa situação de normalidade da vida do país, foi, a 2 de Abril de 76 aprovada uma nova Constituição, em cujo preâmbulo consta o “abrir caminho para uma sociedade socialista”, facto demonstrativo da predominância, à data, dos ideais socialistas. A verdade é que, apesar das diversas alterações entretanto introduzidas, esta matéria se mantém sem alteração; ou seja, a Constituição não está isenta de qualquer carga ideológica…
Aprovada a Constituição, ficou aberto o caminho para sucessivas eleições, legislativas, europeias e autárquicas, sucedendo-se os governos, praticamente sempre com os mesmos apoios parlamentares, o que levou à existência de alternâncias de poder, mas nunca de verdadeiras alternativas.
Mas um denominador comum há a registar: a diferença entre as promessas feitas durante as campanhas e as concretizadas…E nesta realidade reside a causa do cada vez maior afastamento dos cidadãos da classe politica e o descrédito também crescente dos partidos perante os eleitores. E a acentuada perda de qualidade, de legislatura para legislatura, principalmente no que diz respeito à honestidade, politica e intelectual dos agentes políticos, mais afectou o prestígio e credibilidade dos que tendo podendo fazer da actividade politica algo de nobre e dignificante- servir os cidadãos- frequentemente destes se servem…
E a realidade da situação com que o país se debate, é a consequência lógica de mais de 40 anos de politicas erradas, da defesa de interesses próprios, em oposição ao interesse colectivo, do poder crescente dos grandes interesses económicos e financeiros sobre os agentes políticos, que controlam, de uma justiça que diferencia pobres e ricos, factores que, na sua globalidade permitiram e mesmo geraram sucessivos e cada vez mais frequentes casos de corrupção. E como se tudo isto já não fosse suficiente para conduzir o país para as bordas do abismo, concretizou-se o que, há algumas dezenas de anos, o Prof. Nandin de Carvalho , um influente maçon assumido, num livro que publicou, previu: o controlo, por parte da maçonaria, de grande parte das instituições nacionais…
Tenho consciência da extensão do texto, mas há situações em que não posso opor-me ao que a consciência me dita. E principalmente estão em causa a Cidadania e a defesa do Bem Comum.
Em breve publicitarei a parte final deste Artigo de Opinião.






terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PELA MUDANÇA,QUE IMPERATIVA É...

Que nunca, por cobardia, conhecido seja…
Permitiu-me a idade e o facto de ser militar, muito embora obrigado a deixar muito cedo o Serviço Activo, por acidente em serviço, conjuntamente com a diversidade de actividades a que estive ligado-gestor de empresas, dirigente desportivo, política, quer como militante partidário, quer como Independente, colaborador, no âmbito de Artigos de Opinião, em dois jornais regionais- permitiu-me, dizia, não só conhecer e lidar com imenso número de pessoas, dos mais variados escalões etários   e inseridas nas mais diversas áreas de trabalho, como acompanhar a vida política, nas suas diversidades.
Assim, vivi por dentro o período que antecedeu o golpe de Estado de Abril e os tempos que se lhe seguiram, com o aparecimento imediato, no seio militar, dos primeiros sintomas de desagregação, com tomadas de posição, por parte de uma minoria, totalmente opostas ao que se encontrava previsto e em que o oportunismo político reinou.
Seguiu-se, entretanto, o chamado PREC, envolvendo militares e personalidades civis que viram nele uma oportunidade para impor um regime com o qual a enorme maioria do povo se não identificava, o que originou o aparecimento de forças e organizações defensoras da liberdade e da democracia, às quais dei o máximo contributo que me foi possível.
E, quando se adivinhava uma guerra civil, a ordem e a legalidade foram repostas, através da intervenção de forças armadas, que não pactuaram com o que uma minoria queria impor ao país. Foi o designado por “25 de Novembro de 75”, sendo imperativo realçar o apoio recebido por parte da população civil.
Entrou-se, então, numa nova fase política, em que os partidos tiveram decisiva influência no destino do país, através dos governos que sustentavam, fruto dos resultados eleitorais. E se ao longo de algumas legislaturas foi possível referenciar, nos diversos grupos parlamentares, personalidades de reconhecida qualidade, aos poucos a qualidade foi rareando, atingindo presentemente níveis que em nada prestigiam a chamada “casa da democracia”. E o mesmo sucedeu com os diversos partidos políticos, onde cada vez mais difícil é encontrar, nos seus dirigentes, personalidades reconhecidamente válidas e capazes de obter a confiança da generalidade dos cidadãos.
E a actividade política que, se devidamente exercida, constitui uma das mais nobres missões- servir as populações- tornou-se um verdadeiro negócio, passando aquelas a servirem a classe política. É lógico que existem excepções, que muito dificilmente frutificam, trituradas pela máquina do poder. E, para agravar mais a situação, o actual sistema eleitoral apenas permite votar em partidos, com estes a escolherem os candidatos que mais garantias dão de defender os interesses dos partidos que os escolheram, bem como os lugares que ocupam nas respectivas listas. Deste modo, há candidatos que, mesmo antes das eleições, já se podem considerar eleitos…É lógico que a tão necessária alteração à lei eleitoral, em que o voto nominal passe a ser a pedra angular, não merece o apoio dos partidos com assento na Assembleia da República, dado não serem, de modo algum, masoquistas!
E como, muito embora de modo indirecto, a Constituição é aqui referida, não posso deixar passar em claro dois registos:
-Ao fim de 40 anos de existência, continua a vigorar “o caminho para uma sociedade socialista”;
-Grande parte dos direitos dos cidadãos previstos na Constituição não foram objecto de concretização…Responsabilidade, sem dúvida, dos sucessivos governos, mas também, e em grande parte da mentalidade do povo, que tal permite, dando provas de uma cobardia, intelectual e política, em contraste total com a valentia física, por várias vezes demonstrada…

Porque pretendo não alongar em demasia o texto deste artigo e dado haver ainda matéria que me parece amplamente merecedora de ser abordada, em breve darei a devida continuidade.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Complemento de O "Negócio dos incendios"

O “Negócio dos incêndios”
(Complemento)

Parece impossível… No final do século passado, enquanto o combate aos incêndios florestais foi uma “Missão”, a Força Aérea Portuguesa operava os meios aéreos em Portugal, mas quando esse combate passou a ser um “Negócio” arrumaram-se os C-130, os kit MAFFS para os equiparem ficaram a apodrecer, os bombeiros exaustos, os meios de substituição não aparecem e….o flagelo continua.
Quais as vantagens? A centralização dos meios aéreos na Força Aérea com custos reduzidos para o erário público, bem como a poupança em termos de manutenção (dado o background existente) e uma logística dos meios incomensuravelmente mais rápida e operacional.
Parece que, conforme noticiado em 09jun2016, o MAI recusou entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica, optando por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu “interesse” e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país.
Espanha, EUA, Grécia, Croácia, Marrocos, são exemplos de países onde os meios aéreos de combate a incêndios são operados pela Força Aérea local. Parece impossível…

(Transcrição, com a devida vénia, ao Cor. João Marquito e à A.O.F.A.de que o autor do texto transcrito é Vogal do Conselho Nacional)

Incêndios Florestais

O “Negócio dos incêndios”
Muito embora venha, desde há vários anos, a publicitar a minha opinião sobre a problemática dos incêndios florestais, a tragédia que se abateu sobre Portugal continental e a Madeira obriga-me, por imperativos de Cidadania e mesmo correndo o risco de algumas repetições, a dar forma ao grito de revolta que de modo algum posso conter!
É que, contrariamente ao que os sucessivos governos se negam a aceitar, a verdade é que existe uma verdadeira indústria dos incêndios florestais em Portugal, havendo muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, “dessa indústria”, constituindo no seu conjunto uma verdadeira máfia que ninguém parece ter verdadeiramente interesse em combater…
Princípio, que parece ninguém contestar, é o da prevenção, nas suas diversas vertentes: limpeza das matas, criação de um perímetro de segurança relativamente qualquer construção, abertura de corredores de acesso, para permitir a deslocação de viaturas de combate aos incêndios, o que de outra maneira não será possível, patrulhas terrestres e aéreas, postos de vigilância, e outras medidas de cariz semelhante.
Tudo isto acarreta despesas e elevadas; certamente que sim, mas as contrapartidas que se obterão, incluindo a redução do número de feridos ou mesmo de mortes, ultrapassarão largamente o investimento- na prática é disso que se trata- necessário.
E os custos das medidas de prevenção poderão ser extraordinariamente reduzidas, a nível de pessoal, com o recurso, por exemplo, aos cidadãos que, desempregados, recebem, sem qualquer contrapartida, subsídios estatais. Isto sem esquecer o recurso a reclusos.
E ainda, e passo a referir-me a algo que há décadas defendo, a utilização das forças armadas, ao nível de pessoal e equipamento… E os resultados obtidos nas situações em que as forças armadas foram chamadas a colaborar, dá-me inteira razão. Basta recordar os resultados obtidos, há apenas alguns anos atrás, nas florestas do Algarve…

Esta colaboração foi, aliás, por mim proposta nos anos setenta, na qualidade de comandante de uma Unidade militar, sita em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, não tendo merecido acolhimento.
Por vezes sou obrigado a admitir que a presença de forças armadas fora dos aquartelamentos, causa apreensão a muita gente…
E apenas algumas perguntas:
1-    Qual o motivo por que o combate por meios aéreos é, em Portugal, totalmente concessionado a empresas privadas, contrariamente ao que sucede em diversos países europeus? E isto enquanto permanecem “em repouso” aviões preparados para o combate aos incêndios e existem pilotos da Força Aérea, com formação específica para tal, a quem não são atribuídas missões para as quais foram preparados…
2-    Qual a razão pela qual são adquiridos helicópteros, sem estarem equipados para combater incêndios florestais?
3-    Não será de questionar o facto de terem sido comprado dois submarinos, sem que alguns aviões Cannadair tenham sido adquiridos?
Muito, mas mesmo muito mais, poderia ser aqui apresentado, mas penso que o referido é mais do que suficiente para que se possam tirar as devidas ilações…
Felizmente que, dia a dia, aumenta o número de cidadãos que se preocupam com a existência de uma verdadeira” máfia”, denunciando casos e situações, quer por simples comentários, quer por artigos de opinião e mesmo entrevistas
Do mesmo modo que, quase diariamente, declarações emitidas por elementos desempenhando funções de responsabilidade, contrariam a realidade dos factos, procurando induzir em erro o comum dos cidadãos…
No que me diz respeito, continuarei a servir Portugal, denunciando publicamente tudo o que seja lesivo dos justos interesses e direitos dos cidadãos não comprometidos com esquemas verdadeiramente mafiosos…
Entretanto, e em complemento, publicarei a opinião de um Camarada da Força Aérea, dada a conhecer, no facebook, na página da Associação dos Oficiais das Forças Armadas.
E por último, a minha mais sentida homenagem e o profundo reconhecimento a todos os bombeiros- homens e mulheres-que repetidamente arriscam a vida, para vidas e bens salvarem! Estes, sim, são verdadeiros Heróis…

12/08/2016





domingo, 10 de abril de 2016

INCOMPETÊNCIA,OU INCONSCIÊNCIA?
Por várias vezes, nos últimos anos, tenho abordado matérias do âmbito da Defesa Nacional, salientando tratar-se de um tema que exige um acompanhamento atento e realizado por especialistas, dada a quase constante alteração a que o mesmo está sujeito, num mundo em constante mutação e em que, quase que dia a dia, se apresentam novos desafios.
E, no âmbito das diversas abordagens que o tema permite, tem merecido particular atenção o Serviço de Informações, nas suas diversas vertentes, pedra angular de qualquer tipo de orgânica ao Serviço da mesma Defesa Nacional.
São marcas que o tempo não apaga, deixadas por cerca de 5 anos de trabalho profissional, no âmbito do Serviço de Informações do Exército, durante os quais pude testemunhar, até por ter sido durante um largo período de tempo, o responsável máximo do seu funcionamento, a nível da Região Militar de Moçambique, a excepcional importância daquele Serviço.
E as críticas que fui fazendo no âmbito dos Artigos de Opinião, relativamente ao modo como se encontram organizados e como funcionam os Serviços de Informação das diversas Instituições –Forças Armadas, Forças Militarizadas e Policiais, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e outras- foram, ainda muito recentemente, ratificadas, e aos mais diversos níveis, através de apreciações muito pouco positivas, gerando junto dos que se encontram minimamente informados sobre estas questões, justificadas preocupações, muito especialmente quando analisado o fenómeno dos refugiados(?),do crime organizado, incluindo o tráfego de droga e de armas, com a referenciação de elementos que, pelas funções que desempenham ou desempenharam, muito dificilmente se admitiria estarem do outro lado da barricada…
Mas e, mais uma vez lembro o que julgava impossível acontecer, há alguns anos, aliás poucos, um ministro publicita, em plena Assembleia da República, a identidade de vários espiões, sem que qualquer consequência de tal lhe adviesse, tudo ou quase tudo se pode esperar!
Que as ameaças mais recentes e o reforçar das já existentes sirvam, no mínimo, para rever posições permitindo que os cidadãos fiquem confiantes e sem dúvidas sobre a eficiência de um Serviço que constitui uma verdadeira pedra angular, na orgânica da Defesa Nacional

Só lamento profundamente que tudo que se venha a fazer, o seja como reacção e não como prevenção…

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Uma Revolução imperiosa...

REGRESSO AO PASSADO…
Factores de natureza diversa não me permitiram dar seguimento normal aos Artigos de Opinião que vinha publicitando, mas algo sucedeu que me obriga a dar voz ao meu espanto, se espanto ainda pode suscitar algo que aconteça na política à portuguesa, que mais merece a qualificação de “política de trazer por casa”…
Na verdade, a constituição do novo governo, da nova Assembleia da República e a campanha para as presidenciais, trouxeram de novo à luz da ribalta nomes e personalidades com provas já dadas na arte de esbanjar a coisa pública, bem como me recordaram velhos e, julgava eu, já ultrapassados tempos do “PREC”, não podendo deixar de registar, com parcial destaque, como que a ressurreição do “MES” e de personalidades da “LUAR”, para apenas dar alguns exemplos.
E que dizer no âmbito das subvenções, requeridas por algumas dezenas de deputados, constituindo uma verdadeira afronta a todos que trabalhando ao longo de dezenas de anos, são “recompensados” com reformas que os obrigam a sobreviver com as maiores dificuldades, gerando-se situações de enormes injustiças sociais, com a instituição de verdadeiras castas de privilegiados?
E como é possível que, como sucedeu muito recentemente numa empresa pública, os vencimentos, já de si altamente recompensadores, de três administradores tenham sido aumentados em 150 %?
E tudo isto em tempo de grave crise, dirão alguns ou mesmo a maioria dos portugueses e com toda a razão. Simplesmente, há que olhar a montante e constatar que essa crise é o resultado final de um conjunto de crises que se vem amontoando e que, resumidamente se podem considerar como crises de valores: crise de espírito der Servir, de Ética, de Honestidade e Transparência, de Solidariedade…

E isto leva-nos a concluir da necessidade imperiosa de uma verdadeira Revolução, tão imperiosa como difícil de realizar; a Revolução de mentalidades!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Coincidências,muito coincidentes...

Grito de revolta de um cidadão!
Antecipando-me a previsíveis criticas, acusando-me de ser parte interessada no problema e ser essa a razão da minha tomada de posição, cumpre-me registar que o facto de ser, desde há algumas semanas, dirigente partidário, em nada influenciou esta intervenção, que assumo como simples cidadão, que procura manter-se a par da actividade política nacional.
Na verdade, desde há muitos anos que tenho, dentro das minhas possibilidades e capacidades, denunciado e criticado veementemente todos os comportamentos que considere contrários aos interesses nacionais ou impróprios de uma vivência democrática, que se diferencia profundamente do que se convencionou qualificar de democracia, dado que considero muito mais apropriado qualificar de partidocracia ou mesmo, frequentemente de ditadura partidária, o sistema político vigente em Portugal.
E se a análise do comportamento, na pré-campanha eleitoral e agora em plena campanha, de algumas forças políticas já seria de merecer fortes reparos, não posso, sob pena de trair a minha consciência, deixar de marcar uma posição relativamente à anormalidade de factos, que considero profundamente graves, envolvendo o processo eleitoral, no que diz respeito ao Círculo fora da Europa.
Na verdade, desde cartas em que o país destinatário é omitido, passando pela duplicação do nome do eleitor e, pasme-se, pela existência de situações em que, pura e simplesmente, o boletim de voto não existe, tudo se verificou, colocando em risco o direito de voto dos eleitores.
E tudo isto afectando precisamente um Círculo Eleitoral em que era admitida a forte possibilidade de os partidos do arco da governação perderem um deputado…
Como é lógico, a correspondente queixa foi enviada à CNE.
E, como complemento, desejo registar que o cabeça de lista, residente em Macau, de um dos partidos concorrentes, deu público conhecimento de ter sido aliciado, por uma outra força partidária, com a promessa de benesses políticas, caso renunciasse à sua candidatura! O que, como a Ética e a honestidade intelectual e política impunham, não sucedeu.
E assim vai a “política à portuguesa”!

É caso para dizer: há, muito particularmente na política, coincidências muito coincidentes…