terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Uma Revolução imperiosa...

REGRESSO AO PASSADO…
Factores de natureza diversa não me permitiram dar seguimento normal aos Artigos de Opinião que vinha publicitando, mas algo sucedeu que me obriga a dar voz ao meu espanto, se espanto ainda pode suscitar algo que aconteça na política à portuguesa, que mais merece a qualificação de “política de trazer por casa”…
Na verdade, a constituição do novo governo, da nova Assembleia da República e a campanha para as presidenciais, trouxeram de novo à luz da ribalta nomes e personalidades com provas já dadas na arte de esbanjar a coisa pública, bem como me recordaram velhos e, julgava eu, já ultrapassados tempos do “PREC”, não podendo deixar de registar, com parcial destaque, como que a ressurreição do “MES” e de personalidades da “LUAR”, para apenas dar alguns exemplos.
E que dizer no âmbito das subvenções, requeridas por algumas dezenas de deputados, constituindo uma verdadeira afronta a todos que trabalhando ao longo de dezenas de anos, são “recompensados” com reformas que os obrigam a sobreviver com as maiores dificuldades, gerando-se situações de enormes injustiças sociais, com a instituição de verdadeiras castas de privilegiados?
E como é possível que, como sucedeu muito recentemente numa empresa pública, os vencimentos, já de si altamente recompensadores, de três administradores tenham sido aumentados em 150 %?
E tudo isto em tempo de grave crise, dirão alguns ou mesmo a maioria dos portugueses e com toda a razão. Simplesmente, há que olhar a montante e constatar que essa crise é o resultado final de um conjunto de crises que se vem amontoando e que, resumidamente se podem considerar como crises de valores: crise de espírito der Servir, de Ética, de Honestidade e Transparência, de Solidariedade…

E isto leva-nos a concluir da necessidade imperiosa de uma verdadeira Revolução, tão imperiosa como difícil de realizar; a Revolução de mentalidades!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Coincidências,muito coincidentes...

Grito de revolta de um cidadão!
Antecipando-me a previsíveis criticas, acusando-me de ser parte interessada no problema e ser essa a razão da minha tomada de posição, cumpre-me registar que o facto de ser, desde há algumas semanas, dirigente partidário, em nada influenciou esta intervenção, que assumo como simples cidadão, que procura manter-se a par da actividade política nacional.
Na verdade, desde há muitos anos que tenho, dentro das minhas possibilidades e capacidades, denunciado e criticado veementemente todos os comportamentos que considere contrários aos interesses nacionais ou impróprios de uma vivência democrática, que se diferencia profundamente do que se convencionou qualificar de democracia, dado que considero muito mais apropriado qualificar de partidocracia ou mesmo, frequentemente de ditadura partidária, o sistema político vigente em Portugal.
E se a análise do comportamento, na pré-campanha eleitoral e agora em plena campanha, de algumas forças políticas já seria de merecer fortes reparos, não posso, sob pena de trair a minha consciência, deixar de marcar uma posição relativamente à anormalidade de factos, que considero profundamente graves, envolvendo o processo eleitoral, no que diz respeito ao Círculo fora da Europa.
Na verdade, desde cartas em que o país destinatário é omitido, passando pela duplicação do nome do eleitor e, pasme-se, pela existência de situações em que, pura e simplesmente, o boletim de voto não existe, tudo se verificou, colocando em risco o direito de voto dos eleitores.
E tudo isto afectando precisamente um Círculo Eleitoral em que era admitida a forte possibilidade de os partidos do arco da governação perderem um deputado…
Como é lógico, a correspondente queixa foi enviada à CNE.
E, como complemento, desejo registar que o cabeça de lista, residente em Macau, de um dos partidos concorrentes, deu público conhecimento de ter sido aliciado, por uma outra força partidária, com a promessa de benesses políticas, caso renunciasse à sua candidatura! O que, como a Ética e a honestidade intelectual e política impunham, não sucedeu.
E assim vai a “política à portuguesa”!

É caso para dizer: há, muito particularmente na política, coincidências muito coincidentes…

domingo, 30 de agosto de 2015

NÃO MUDEI DE OPINIÃO...

A COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE NÃO TEMOS…

Se dúvidas tivesse sobre a qualidade e isenção da comunicação social, o comportamento desta no tratamento dado, nos últimos tempos, aos diferentes partidos políticos ou Candidaturas à Presidência da República, ter-me-ia esclarecido completamente.
Na verdade, se no respeitante aos partidos com assento na Assembleia da República, a diferença de tratamento já é acentuada, que dizer relativamente ao comportamento para com os outros partidos já do anterior existentes e, muito especialmente aos recentemente constituídos, com a agravante de, entre estes últimos, ser praticada uma descriminação tão acentuada que de modo algum posso deixar de passar em claro.
Não é novidade que, a juntar ao peso político de cada partido, no momento presente, pois que talvez o futuro traga, para bem do país e da própria democracia, se de democrático o actual sistema se pode qualificar, alterações de monta, acresce o facto de figuras, mais ou menos polemicas e controversas, que integram alguns partidos, merecerem atenção especial, como se qualquer organização política  valesse pelo nome ou natureza de quem quer que seja. A menos que se deseje importar modelos de populismo, com os resultados que todos conhecemos…
Vem isto a propósito do ostracismo a que tem sido votado, pela Comunicação Social o recém- constituído NÓS,CIDADÃOS! em vários eventos e que culminou com a  ausência total de qualquer representante da comunicação social, apesar de convidada, na Apresentação, realizada na Casa do Infante, dos Candidatos a Deputados pelo Círculo do Porto, com a honrosa excepção, que tenho que salientar, do “Jornal de Lousada”.
E pensava eu, que um partido com gente que na sua grande maioria nunca teve actividade partidária ou mesmo política, animada do único desejo de SERVIR e apresentando um programa baseado na CIDADANIA e no BEM COMUM, defendendo um novo sistema político e, portanto, a possibilidade de a uma alternância ser contraposta uma alternativa, mereceria um interesse mínimo por parte da Comunicação Social…
Esqueci-me, compreendo agora, que o facto de o Nós, Cidadãos!  se assumir frontalmente como um partido “contra o sistema”, seria um factor altamente negativo para a presença da mesma Comunicação Social, porque manda quem pode e obedece quem tem medo…
Mas convicto estou que, a “Força da Razão” acabará por vencer a “Razão da Força”, seja ela representada pelo actual sistema ou pelas forças que o sistema dominam!
Mas o sistema alarga-se à atenção prestada aos diversos Candidatos a Presidentes da República, já assumidos ou aos que se perfilam como tal, alguns dos quais gozam de atenções especiais, em flagrante contraste com o autêntico abandono a que outros são votados…
Afinal, não é só no futebol que o “sistema” funciona!

Nota: Muito embora se trate de uma opinião pessoal, desejo informar ser um dos fundadores do ”NÓS,CIDADÃOS”! no qual fui eleito Presidente do Conselho Nacional, situação que em nada altera o que desde há muito tenho exprimido sobre o “sistema político” que vigora há dezenas de anos. Mas, agora, o conhecimento sobre esta questão é mais profundo…

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Que ninguém falte à chamada!

Contra o Regime, marchar, marchar…
Muito embora tenha, como referi no último texto, abandonado o estatuto político de Independente, nada me impede de, como simples cidadão, continuar a publicitar as minhas opiniões, até porque considero este procedimento uma obrigação inerente à CIDADANIA, que tanto defendo.
Na verdade, nenhum cidadão, minimamente consciente, pode ficar indiferente, quando confrontado com os sucessivos casos de corrupção, e não só, envolvendo um conjunto de personalidades das mais diversas áreas- aqui parece que há, na verdade, uma democracia- com destaque para políticos ou ex-políticos e banqueiros, esperando que algumas outras classes profissionais não se sintam injustamente descriminadas e compreendam quão fastidioso seria referir todas as actividades com personalidades praticantes do tipo de democracia que atrás referi…
Felizmente, e para que nem tudo seja mau, parece que algo de novo começa a surgir no âmbito da justiça, muito embora com um problema: é que será gritante a falta de prisões, caso o futuro demonstre a razão de ser da esperança que aos cidadãos de corpo inteiro se depara. E, como já tenho referido, se mão-de-obra, na especialidade de pedreiro não faltará, para a construção de novas prisões, há que acautelar o fornecimento, em tempo oportuno e em quantidade adequada, de pulseiras electrónicas…
E as próprias empresas de transportes rodoviários sairão extremamente beneficiadas, dada a diversidade de prisões com hóspedes ilustres, muito embora o turismo em Évora possa ser prejudicado.
E, segundo tudo indica, o sector da saúde parece também querer disputar o campeonato da corrupção, mas penso que, aqui, nem o uso se medicamentos lhes dará qualquer hipótese! E terão mesmo de ser agentes externos ao sector, a tratar da saúde a alguns atletas que, de acordo com o que tem sido noticiado, serão mesmo de “alta competição”, o que a qualidade dos prémios parece confirmar.

Por tudo isto, só possível num regime totalmente permissivo e em que muitas das leis já são feitas com o intuito de beneficiar futuros infractores e em que frequentemente se localizam situações em que os  principais responsáveis por legislação promulgada se encontram dos dois lados da barricada, por tudo isto, dizia, só há uma solução: contra o regime, marchar, marchar…E a expressão militar tem toda a razão de ser, dado que a revolução de que o país tanto necessita, só é possível com a utilização de uma arma, aliás, que quando bem utilizada se revela mortífera, mas que muitos portugueses se têm esquecido de utilizar e com eficácia: a ARMA DO VOTO!

sábado, 1 de agosto de 2015

E o inesperado,sucedeu...

E a luta, continua!
Depois de um período em que, para além de motivos particulares, um acontecimento de natureza política não permitiu dar continuidade aos comentários que alimentam o  blog de que sou responsável, retomo o meu contributo para a MUDANÇA por que, há muito, me tenho batido, muito embora agora sem o estatuto de Independente, no âmbito político, dado que o que me parecia totalmente inviável, sucedeu: um partido em que me revejo totalmente!
E apenas para informar quem ainda desconheça o facto, trata-se do “NÓS,CIDADÃOS”.
Tal facto permite-me continuar, agora com muito mais força e dispondo de outros meios, a lutar pela mudança de regime, com a implantação de uma Verdadeira Democracia, que não meramente formal ou virtual, onde reina uma partidocracia e, frequentemente, uma verdadeira ditadura partidária.
E não posso, de modo algum, deixar de manifestar, porque o comportamento em causa demonstra a razão da minha luta, o que se passa a nível da Comunicação Social, e muito em especial no âmbito das estações de TV, que actuam como se em Portugal apenas existissem os partidos com, actualmente, assento Parlamentar e somente duas ou três Candidaturas à Presidência da República…
E mesmo dentro deste quadro, o tratamento dado aos diferentes partidos e aos Candidatos já assumidos, é marcadamente diferenciado.
Lógico é que, com este tipo de comportamento, nítida e  vergonhosamente defensor, directa ou indirectamente, do poder constituído, e portanto, de um regime em que cada vez menos cidadãos confiam, a MUDANÇA só será possível com a intervenção política, pelo menos através do VOTO, dos habituais abstencionistas e dos que votam em branco ou anulam os votos…
E há muitas opções fora dos partidos com representação na Assembleia da República, que merecem pelo menos o benefício da dúvida, do mesmo modo que existem e mais aparecerão, Candidatos Presidenciais, que se não revêm no actual regime.
E as próximas eleições, principalmente as legislativas, serão uma ocasião única para ser feita na actual classe política, que há mais de 40 anos se vem servindo do regime, com raras e honrosas excepções, com maiores responsabilidades, certamente para os afectos aos partidos do chamado “Arco da Governação”, para ser feita, dizia a “limpeza” adequada e imperiosa!
Por mim, e como o título diz, “A luta continua”…
Individualmente, nos habituais Artigos de Opinião” e colectivamente, agora também no âmbito partidário.

E a Força da Razão e da Verdade, acabará por triunfar…

domingo, 28 de junho de 2015

No seguimento do último Artigo de Opinião

Infelizmente, tinha razão…
Há alguns meses, escrevi um Artigo de Opinião, visando, fundamentalmente, matéria relativa ao conceito de Defesa Nacional e aos Serviços Secretos de Informação, não pensando, então que, a curtíssimo prazo, a triste realidade viesse demonstrar a razão que me assistia.
Na verdade, os trágicos acontecimentos ocorridos nestes últimos dias, muito embora, felizmente e por enquanto, tendo lugar noutros países, dois dos quais localizados na Europa e não muito longe de Portugal, obrigam necessariamente a uma reflexão profunda, serena e racional, sobre a situação actual das Forças Armadas, Forças de Segurança e Serviços de Informação. E, o que tem vindo a público não é, de modo algum, comprovativo de que estamos preparados para prever e enfrentar potenciais situações, como as que têm origem no Estado Islâmico, para apenas citar a que mais perigo imediato parece oferecer.
Mas o número preocupante de imigrantes que chegam quase diariamente à Europa, com a possibilidade de integrarem eventuais terroristas, as rotas da droga que passam por Portugal, as máfias do crime organizado, são outros motivos de crescentes preocupações e que têm de merecer adequadas medidas de prevenção ou mesmo de intervenção pela força das armas, em solo nacional ou no estrangeiro, obrigados que estamos por força de tratados internacionais.
E isto para não falar numa eventual terceira guerra, que vários analistas e especialistas em política internacional temem que se venha a desenvolver.
E esta possibilidade obriga-me a referir ao estado de espírito das nossas Forças Armadas, que, face ao que tem sido tornado público, não corresponderá, de modo algum, ao que por alguns responsáveis tem sido afirmado. É suficiente ter lido o que sobre a matéria as Associações profissionais têm publicitado e mesmo algumas acções concretas que já tiveram lugar. E a reunião de oficiais recentemente realizada, com a presença de vários Oficiais Generais e de ex-Chefes do Estado Maior dos três Ramos das Forças Armadas, algo significa, como o comprova a declaração final tornada pública!
Chamar a atenção para uma área da actividade nacional a que grande parte dos cidadãos pouca importância dá, ou mesmo a ignora, é esta a finalidade deste modesto contributo…

Nota: Para os que não tenham presente ou não tenham lido o Artigo de Opinião a que faço referência, o mesmo é de novo publicado.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mais oportuno do que nunca...

INCONSCIÊNCIA OU “RABOS DE PALHA”?
Muito embora algumas situações já tenham sido referidas e comentadas, uma informação há dias publicitada penso justificar uma nova abordagem,  a dois temas sobre os quais procuro estar atento, pela enorme importância de que revestem :Serviços Secretos de Informação e Justiça. E a razão de, mais uma vez, voltar à problemática dos Serviços Secretos de Informação, decorre do facto de apenas um partido com assento na A.R.  estar de acordo com o recurso às escutas, por parte daqueles Serviços, privando-os assim de um instrumento de grande importância para a eficiência dos mesmos, quando, talvez que como nunca, a recolha de informações é fundamental, tendo em atenção as ameaças de diversa ordem a que Portugal está sujeito : grupos radicais islâmicos, entrada de carregamentos de droga, crime organizado, muitas vezes da responsabilidade de máfias com base no exterior, mas actuando em Portugal, uma corrupção que dia a dia parece crescer, abalando profundamente a economia nacional, até pela delapidação frequente da fazenda pública, e, com, em muitos casos, a saída ilegal de capitais que a mesma corrupção gera.
E quando me refiro a escutas, não incluo apenas as de natureza telefónica, uma vez que as comunicações via TSF são também fonte de informações do maior interesse. E posso afirmá-lo com conhecimento de causa…E, apenas como complemento, importa garantir, o mais que possível for, a segurança dos nossos meios de comunicação.
E a colaboração e interacção entre os diversos Serviços de Informação revesta-se do mais elevado interesse, de modo algum se admitindo que o desejar a si os louros de qualquer acção possa ser motivo imperativo para que assim não aconteça. Mas quando assistimos, como sucedeu em tempos ainda próximos, a um ministro a divulgar a identidade de alguns espiões, há razão para que o que tem de ser secreto, por vezes deixe de o ser…
E passo, de imediato, a uma matéria do âmbito da justiça, por sinal com ligação próxima com o tema anterior e muito em especial com a corrupção: a inversão do ónus da prova, em casos em que haja suspeitas devidamente fundamentadas, de enriquecimentos ilícito.
São conhecidos os obstáculos encontrados no respeitante ao Tribunal Constitucional, mas se há matéria em que se justifica uma alteração à Constituição, penso ser esta uma das principais. O assunto já tem sido aflorado por parte de alguns partidos, mas a verdade é que a realidade se mantém…E isto para gáudio dos que sabem perfeitamente que pela lei actual, muito difícil se torna fazer prova do enriquecimento ilícito…
Certamente que em todos os Serviços que tratam das situações expostas, há que ter todo o cuidado na escolha dos elementos que o integram, para que se previnam ao máximo eventuais desvios de informações, a favor entidades, pessoais ou colectivas, e nas quais o interesse nacional nada tem a beneficiar. E alguns casos, como os que muito recentemente vieram a público, provam a razão de ser do meu receio. Mas o cuidado na escolha dos elementos a integrar, tem de existir, do mesmo modo, em relação à entidade encarregada da selecção e escolha…
Muito mais poderia referir, no âmbito do texto deste Artigo, mas o publicitado já justifica, creio eu, o título escolhido:
INCONSCIÊNCIA OU “RABOS DE PALHA”? Que cada um conclua como melhor entender…

O2/02/2015

Campos de Barros