O circo em que se
transformou Portugal…
Os últimos
acontecimentos políticos, e mesmo alguns menos recentes, a nível nacional e
mesmo de âmbito local, obrigam-me, sob pena de trair a minha consciência, a
lançar um grito de indignação e revolta, e só não de ódio por ser cristão e
católico, muito embora pudesse sempre recorrer à absolvição, face ao que mais
se assemelha a um autêntico “circo”, tantas são as palhaçadas e os sem fim
números de mortais à retaguarda e depois á frente, de tentativas de equilíbrio sobre
bases imaginárias, de saltos no escuro, de puro ilusionismo, transformando verdades
em falsidades e afirmações de fidelidade em traições, sendo, no entanto, o aparente
desaparecimento de uma assinatura, por todos conhecida, o número mais espantoso…Mas
não se pode esquecer que todos os números, mesmo os que parecem mais arriscados,
têm sempre uma rede para evitar qualquer tipo de dano, constituída pelos
grandes grupos económicos e financeiros, sempre prontos a premiar quem por eles
arrisca o que quer que seja… No entanto, neste tipo de circo, só se destacam os
“palhaço pobres”, por despidos de Ética, honestidade e coragem intelectuais,
pelo que os aplausos da plateia, constituída pela grande maioria dos
portugueses, são substituídos por constantes pateadas, até porque o preço pago nem
um espectáculo de Ópera de qualidade máxima justificaria!
E a nível da
política local, com o aproximar das eleições autárquicas, instalam-se, em cada
autarquia, pequenos circos, havendo mesmo situações em que, por passos de verdadeira
magia, se descobrem números de telefones, se se tenta, normalmente durante a
noite, para tentar esconder os truques, passar, recorrendo a máquinas de
pressão, aparentemente invisíveis, mas transportadas por autênticos “esquadrões
da morte”, politicamente falando, é claro, para o outro lado da barreira quem
não gosta do dono do “circo”,…E até se assiste a campanhas teledirigidas, mesmo
que com o emissor encarcerado e, portanto impedido de, fisicamente, aparecer
directamente no espectáculo, com a esperança de continuar a ser um dos artistas
principais…
E, antes que
de tal me esqueça, e como já dei a entender, todos os comentários têm cariz
absoluta e exclusivamente político, tratando-se, em alguns casos de meras
metáforas; até porque, como simples cidadão, quem quer que seja me merece um
mínimo de consideração, como ser humano que é, ou, pelo menos, de comiseração…
Mas,
cuidado, que as simples pateadas podem dar lugar ao erguer e aparecimento de
uma alterosa vaga de CIDADANIA, e muitos dos actuais “artistas” correrão o
risco de afogamento; politicamente falando, é claro!
E apenas
dois esclarecimentos, um deles simplesmente para afirmar da força moral que
assiste ao autor deste comentário, principalmente quando se refere à falta de
honestidade e coragem intelectuais:
- O autor
não se refugia sob a capa, nem do anonimato, nem de qualquer avental;
-O mesmo,
ainda no activo e para defender a verdade, relativamente a um seu subordinado,
chamou de “mentiroso”, olhos nos olhos, cara a cara, a um então oficial
general, sabendo que, no mínimo, e como se veio a verificar, perderia uma
honrosa condecoração, anteriormente garantida pelo seu superior, aqui em causa…Por
alguma coisa se recusou, posteriormente a fazer carreira, na política!