domingo, 8 de janeiro de 2012

Demagogia barata, patriotismo balofo…
Muito embora sabendo que haverá, muitos ou poucos só me preocupa por tal ser uma pequena amostra da capacidade de análise do cidadão normal e da sua blindagem perante frequentes campanhas de desinformação e contra informação de que os portugueses são frequentemente alvo, quem discorde, até totalmente, da opinião frontalmente assumo, de modo algum posso manter-me indiferente, pois que me nego a ser tratado como atrasado mental, ou facilmente controlável, perante tudo o que tem sido dito e repetido relativamente às decisões da empresa Jerónimo Martins e em que o “bombo da festa” tem sido Alexandre Soares dos Santos. E, antes de mais, desejo registar que, na minha modesta opinião, só a infelicidade, em diversos vectores, de declarações proferidas por esta personalidade, pouco ou nada compreensíveis em alguém com provas mais do que dadas de ser possuidor de qualidades de inteligência e gestão bastante acima do normal dos cidadãos, deu origem e oportunidade a afirmações e tomadas de posição absolutamente espantosas, só possíveis em mentes muito pouco esclarecidas ou inimigas ferozes do capital. E isto porque, como é sabido, 19 das 20 empresas cotadas no PSI 20 tiveram comportamento igual, segundo amplamente difundido, e nunca qualquer reacção desta natureza teve lugar. Mas uma falha de comunicação, ou melhor, várias falhas - e pensava eu que, a certos níveis só o PSD as tinha – proporcionaram a oportunidade, por tantos desejada, para uma guerra sem quartel, fundamentalmente por parte dos que parecem odiar quem quer que seja que, através de dinamismo, capacidade de gestão e sabendo defrontar o risco, obtêm êxitos( fundamentalmente refiro-me à capacidade económica e financeira) que a quase totalidade, e estou a ser muito simpático, dos seus detractores, parecendo por vezes mesmo inimigos, não conseguiram nem nunca serão capazes de alcançar. Mas isto apenas quando se trata de capital privado, pois nas situações em que está em causa o erário público, o ódio e o rancor desaparecem do discurso, principalmente quando se trata da distribuição, sem qualquer critério, quero repetir, sem qualquer critério, de subsídios, quer por pessoas singulares, quer por empresas públicas, sem qualquer viabilidade…Que curiosa dualidade de critérios: o capital é óptimo e sempre bem vindo, se público; é execrável, se pertença de privados!
Como sempre e repetidamente tenho publicitado, sou frontalmente contra o liberalismo em excesso e muito mais contra o capitalismo sem regras, por vezes mesmo selvagem, defendendo a função social do capital, para mim eticamente obrigatória e regulada pela lei, através do pagamento de salários justos e outros benefícios sociais e, sempre que possível, com acréscimo do número de postos de trabalho; mas considerar não patriota e quase que criminoso quem se limitou, sem qualquer fuga ilegal às obrigações fiscais, a aproveitar condições mais favoráveis à estratégia de desenvolvimento da empresa - não esquecer que vivemos numa economia global - gerou largos milhares de postos de trabalho, paga, segundo notícias não contrariadas, vencimentos acima do legalmente estabelecido e ainda desenvolveu outras actividades meritórias, só pode ter origem em quem, criminosamente, aqui sim, quer manipular a opinião pública e tirar dividendos, afirmando - se como, eles, esses sim, patriotas e defensores dos verdadeiros interesses nacionais…
Mas quando se defendem greves absolutamente incompreensíveis, muito em especial quando tendo em conta o total desequilíbrio entre as suas dimensões e prejuízos causados e as razões, ou apresentadas como tal, das mesmas, principalmente numa terrível situação económica e financeira como aquela com que o país se debate e muito em especial as empresas afectadas pelas mesmas, o que se pode esperar?
E também aqui quero, como já o fiz por várias vezes, defender o legítimo direito dos trabalhadores à greve, por razões justas e nunca meramente políticas, mas sempre também com bom senso e nunca em condições de antemão conhecidas como geradoras de consequências em que os objectivos, mesmo que alcançados, sejam amplamente ultrapassados pelos prejuízos antecipadamente previsíveis, que fundamentalmente afectarão os trabalhadores, aderentes ou não...
Será que nisto é que reside o verdadeiro patriotismo? Sinal dos tempos dirão, mas muito mau sinal, digo eu!
Mas o exemplo dado é apenas um dos muitos que poderiam ser apresentados, nesta democracia de trazer por casa, e em que os oportunistas e camuflados de democratas muitas vezes podem cantar vitória…Até que a vitória de alguns se converta na derrota de todos; ou, pelo menos, de quase todos. E, mais uma vez, obedecendo apenas ao que conscientemente penso, fui politicamente incorrecto. Neste âmbito as minhas ambições são nulas, ou melhor, resumem-se a tentar servir o país, mas mesmo que assim não fosse, nada, mas nada, me faria mudar de conduta. E se tal vier a suceder, por favor levem-me, de imediato, a uma junta médica, pois que de certeza que a mente se encontra danificada…
P.S. mas sem qualquer significado partidário: alguém se lembrou que uma eventual redução nas vendas poderá acarretar o despedimento de milhares de trabalhadores? Questão de nula importância, certamente, para alguns arautos de falsos patriotismos…

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Minha culpa,minha tão grande culpa;talvez mesmo que minha máxima culpa...

por Campos Barros a Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012 às 20:25
Sem qualquer complexo ou mesmo pejo,já por várias vezes dei público conhecimento de ter sido, tempos passados, um apoiante do Prof. Cavaco Silva,convencido estar tratar-se do político que melhor servia os interesses dos portugueses. Sucede que,ainda convencido ser possuidor de qualidades que o distinguiam dos seguidores fieis do tenho qualificado de "política à portuguesa", em que o politicamente correcto impera,o apoiei na primeira candidatura à Presidencia da República,até porque nenhum dos restantes candidatos me oferecia garantias mínimas-na minha visão pessoal-para o desempenho da mais alta magistratura do estado.Mas pouco  durou o meu encanto,pois que rapidamente as  desilusões surgiram,com intervenções que a maioria não compreendia,pela matéria tratada,pela falta de oportunidade ou mesmo pelas duas coisas...E quando a situação do país se agravava e em que o país aguardava com ansiedade,mas também com esperança,uma palavra do Presidente da República que o esclarecesse e "convidasse" os responsáveis governamentais a mudarem de rumo,eis que surge a cálebre alocução sobre...a legislação relativa os Açores!Muito mais haveria a referir-nem sequer uma mensagem dirigida à A.R. foi ouvida- e o país a dar,dia a dia,sinais de que o rumo não seria o mais adequado.Candidatura para o segundo mandato e eis-me a votar,não escondo,na mesma personaidade,mas aqui por uma razão muito específica:considerar a candidatura como a menos má de todas as apresentadas,,,E,neste segundo mandato,repetiram-se discursos,alocuções,entrevistas,comentários que nada de novo trouxeram e que por vezes tiveram mesmo o "mérito"de agradar a todos os quadrantes políticos.É certo que criticava,embora que nunca directamente,procedimentos e opções,chamava a atenção para algumas situações perigosas para que o país se encaminhava.-mas isso qualquer cidadão minimamente consciente e esclarecido reconhecia-mas soluções concretas,essas nunca foram apresentadas.Dirão que ao P.R. não compete governar,mas no mínimo,compete evitar que se governe mal,quando não mesmo contra os interesses do país;e de modo não é suficiente,nem no grau mínimo,alertar,dizer que já alertou e avisou.Considero,assim,as  intervenções repetitivas,sem quaisquer consequências práticas,parecendo por vezes ser  intenção prioritária apoiar ou criticar partidos e não opções políticas.Trata-se meramente de uma opinião pessoal,mas é a minha;e a democracia é istoi mesmo.Surgiu,é verdade,há alguns meses uma inovação:a comunicação pelo Facebook,mas de um Presidente da República espera-se e exige-se um pouco mais...
Por tais motivos,nem sequer me encontrava disposto a ouvir a mensagem de Ano Novo,por nada esperar de original mas resolvi testar a minha capacidade de previsão-no âmbito dos discursos presidenciais-e a verdade é que acertei em pleno;é que difícil,mesmo difícil,é acertar no euromilhões...
Referir o que todos consideram academicamente necessário,para tentar debelar a crise,fácil é;conciliar realidades que ninguém se atreve a negar,com a concretização de objectivos que todos desejam,é um pouco mais complicado!É,portanto,oportuno afirmar:soluções precisam-se;apenas críticas,dispensam-se.É que,no âmbito da crítica,até a minha humilde pessoa pode ter uma palavra a dizer;mas a verdade é que não sou Presidenta da República.E por tal aqui fica o que penso.Inclusive uma sincera crítica a opções passadas.E o título diz tudo,penso...

sábado, 31 de dezembro de 2011

NOTAS…NEGATIVAS
Algumas situações e comportamentos ocorridos recentemente ou mesmo tiveram lugar em períodos menos recentes ou quase constantes no quotidiano dos portugueses, levam-me a tecer algumas considerações, como sempre com o único objectivo de tentar esclarecer e alertar os que, no turbilhão do dia a dia, frequentemente deixam passar em claro o que, na minha modesta opinião, mereceria uma outra atenção e profunda reflexão. Vejamos, então:
Assisti recentemente, atento mas quase que escandalizado, a uma entrevista, quase que um monólogo, numa das estações de TV , em que o conhecido -vai a todas – Padre Vítor Melícias, defendia, com grande entusiasmo e determinação – pelo menos assim  o parecia - princípios que deveriam ser seguidos e procedimentos a adoptar pelos portugueses, numa tentativa, talvez, de os incentivar a seguir o seu exemplo, aproveitando todas as oportunidades para garantir uma reforma ao nível da que aufere, segundo publicitado na Comunicação Social: apenas, repito, apenas 7.450€/Mês, sim mês…A entidade em causa pertence à Ordem dos Franciscanos, os que fazem votos de pobreza, castidade e obediência, pelo que se verifica, na sua conduta, uma coerência total com os votos proferidos…Refiro-me, como é lógico, à pobreza – à vista de todos – e à obediência, ao poder do dinheiro e à atracção dos altos cargos. E é Franciscano; onde chegaria, se não o fosse! Mas há uma lacuna, penso eu, no percurso: muito embora fervoroso aficionado das touradas, penso que ainda não foi Presidente da Sociedade Protectora dos Animais. Mas sócio certamente que será…
A alegria que de nós, na sua grande maioria, se apodera nesta época festiva, foi, pelo menos no que me diz respeito, profundamente afectada pelas sucessivas notícias referenciando casos de enormes carências, quase sempre alimentares e de alojamento, chegando-se à vergonhosa, repito, vergonhosa situação de escolas se manterem abertas, fora dos períodos normais, exclusivamente para garantir refeições aos alunos que, de outro modo, iriam aumentar o número dos que todos os dias fome passam. E que dizer dos milhares de portugueses, que para mitigar a fome, recorrem diariamente a diversas instituições, muitas das quais já lutam com enormes dificuldades para cumprirem a sua extraordinária missão? E como classificar a situação de outros tantos milhares que apenas sobrevivem em vãos de escadas ou prédios devolutos, graças ao trabalho e dedicação de centenas, diria mesmo milhares, de seus semelhantes que, abdicando do seu justo repouso vão junto deles levar a sua ajuda?
O sofrimento e o desespero dos que necessitam de tais ajudas, só tem equivalência, na sua dimensão, com a generosidade e espírito de sacrifício dos que com eles se preocupam. Será isto a tão apregoadas justiça social? Será que os integrantes dos sucessivos governos – muito embora com responsabilidades graduadas – não terão problemas de consciência por terem permitido, ou pior, por terem contribuído para que as situações expostas sejam uma realidade, cada vez mais gritante? Será que cada um de nós e, portanto todos, não terá também um peso na consciência, por ter colaborado, directa ou indirectamente, na gestação de uma realidade que a todos envergonha? Será que, pelo nosso alheamento ou mesmo por escolhas pouco esclarecidas e eivadas de “partidarite”, não somos coniventes em outras situações em que a democracia não passa de letra morta, permitindo que um capitalismo por vezes quase selvagem, quando o não é de verdade, domine em absoluta a força do trabalho, esquecendo a componente, para mim obrigatória, social do capital?
Tantas e tantas interrogações que apenas poderá ter como resposta um sim; pelo menos que seja um sim que origine um sincero desejo de mudança. E pensar eu que os dois milhões de Euros que todos os dias se desperdiçam na saúde, permitiriam reduzir drasticamente o número de portugueses, lançados por compatriotas seus na miséria e na desgraça…E a minha revolta maior é ainda quando constato que procedimentos que me não coíbo de qualificar de criminosos – roubo do erário público e, assim, roubo da felicidade de muitos – ficam impunes, à semelhança de tantos outros roubos e crimes e dos gentilmente chamados “desvios”. Triste justiça, a nossa, controlada – não encontro outra justificação – pelo poder político e pelo poder dos grandes lobbies!
Depois disto que ninguém se admire que, como já tive ocasião de escrever, aumentem o número de portugueses que começas a duvidar que a democracia seja o menos mau de todos os sistemas políticos.
E, para terminar, uma nota de optimismo e, portanto, positiva: por que não nos inspiramos, no desígnio de inversão de comportamentos e situações, no extraordinário exemplo, de luta pela sobrevivência, enfrentando vagas alterosa e ventos da maior intensidade, que a todos foi dado pelos seis pescadores há semanas naufragados, com destaque para o seu mestre? Se assim for, também as vagas alterosas com que Portugal se defronta serão vencidas, sendo fundamental não esquecer que todos navegamos no mesmo barco e, portanto, todos seremos vítimas, em caso de naufrágio; todos não, que  os oportunistas, os falsos profetas, os que da política apenas se serviram, já têm o futuro garantido, seja em Paris ou noutro qualquer refúgio…
Sei perfeitamente que este meu grito de revolta de modo algum terá o eco e a receptividade correspondente à força que lhe quero imprimir, mas pelo menos dele terei a recompensa de me garantir a entrada no Novo Ano com a consciência do dever cumprido: ser fiel a mim próprio e deitar cá para fora o que não quero que apenas a minha alma guarde. Que todos os portugueses possam entrar em 2012 com igual sentimento. Que 2012 nos traga a esperança de um Portugal mais justo, mais solidário e com menos desesperados…

sábado, 24 de dezembro de 2011

Por este caminho, não…
Factos, reacções, comentários e opções políticas ocorridos no decorrer de uma Assembleia Municipal, de que sou membro da mesma, integrado numa Coligação, mas na qualidade de independente, levaram-me a reflectir sobre os caminhos que a política em Portugal tem trilhado e as consequências, reais, indesmentíveis, verdadeiramente catastróficas a que deram origem, nas diversas áreas da actividade nacional – económica, financeira, de justiça social e judicial – afectando do mesmo modo a própria independência nacional, e a dignidade e prestígio de uma nação
Jogos partidários, tendo como único objectivo a conquista do poder a todo o custo, o poder económico e financeiro a controlar o poder político, através de lobbies que todos conhecem mas que ninguém, até agora, tem tido a coragem de combater, organizações mais ou menos secretas, com ou sem aventais, servindo-se do seu enorme peso para atingir objectivos frequentemente muito pouco claros, constituem a face oculta, muito embora não tão oculta como alguns pretenderiam, de uma democracia que, por vezes, pouco mais parece ter dela o simples nome.
E no meio de tudo isto, perde-se a Ética, o sentido da missão de servir, permitindo que uma das mais nobres actividades que a permitem concretizar – a actividade política – cada vez seja vista como um simples meio de subir na vida, com pouco trabalho mas com atraentes recompensas…E, como ainda ontem escrevi, se tem de acreditar que a maioria dos que se dedicam à actividade política se não enquadra na visão quase generalizada que os portugueses têm dos políticos e dos partidos, pode e deve essa mesmo maioria a meter ombros à tarefa de restituir à vida política, e portanto aos próprios partidos, a dignidade e o prestígio indispensáveis para que os portugueses continuem a considerar, como por vezes é dito, a democracia como a menos má dos sistemas políticos e não se sintam tentados a aceitar haver, afinal, um outro sistema menos mau…
Mas quando, e refiro-me apenas a alguns acontecimentos mais actuais, se vê um partido a votar, na A. R. contra um voto de pesar pela morte de alguém – Vaclav Havel -que representa um exemplo da luta pela liberdade e pela democracia, quando na mesma A R. um partido há que condena a venda de acções  da EDP a uma empresa estrangeira, por a mesma se localizar num país ditatorial e sem liberdade, esquecendo – se que a sua referência política foi a Albânia - quando se assiste à defesa do não pagamento da dívida externa  e ao recurso a um meio que ponha a tremelicar as pernas dos nossos credores, quando responsáveis governamentais reduzem a dimensão da nossa pátria, reduzindo a possibilidade de a língua portuguesa continuar ser ensinada no exterior, a familiares dos nossos emigrantes, numa tentativa de se pouparem tostões, em contraste com milhões consumidos em reformas verdadeiramente escandalosas e mesmo imorais, em administradores de institutos e empresas públicas ou público – privadas ,esperando-se, dia a dia, o cumprimento de promessas ainda não cumpridas da moralização de tais situações, quando não há a coragem política – pelo menos ainda não houve – de renegociar os contratos daquelas empresas, em condições que hipotecaram, durante cerca de 40 anos, o presente e o futuro de algumas gerações, o que mais haverá para dizer? Mas talvez haja: a esperança que, face a situações reais que dia a dia se nos deparam, e tendo em conta o estado da justiça em Portugal, passe a ser frequente ver criminosos a julgar elementos policiais ou mesmo juízes que tiveram a coragem de os condenar…Quando se assiste a “guerras” entre forças policiais para a conquista de louros, de protagonismo e de demonstração de maior capacidade, conforme foi publicitado, a propósito de duas situações de sequestro de duas personalidades de relevo público, tudo se pode aguardar.
É tempo de arrepiar caminho, até porque o que tem sido usado, por tão utilizado, tão esburacado está. E na minha condição de simples cidadão, muito longe dos iluminados que para tudo encontram solução, numa tentativa desenfreada de nenhuma solução ser encontrada, de modo a que, para seu interesse, tudo se mantenha, arrisco -me a sugerir, o que frequentemente tenho feito e que me parece permitirá restituir á acção política a nobreza a que a mesma tem direito: um sistema eleitoral que garanta aos eleitores terem nos eleitos verdadeiros seus representantes, a quem possam exigir responsabilidades nos casos em que as suas funções forem desvirtuadas: os tão propalados círculos uninominais. E como quero acreditar no espírito de missão e na honestidade política, e não só, da maioria dos deputados em funções, eis uma ocasião para demonstrarem os seus atributos, avançando com o estudo da revisão da legislação em vigor, o que, estou certo, recolheria o apoio de grande maioria dos portugueses. E, finalmente, veríamos uma maioria a trabalhar a favor do interesse nacional!
Entretanto, e no que me diz respeito, uma coisa posso afirmar: por muitos que sejam os que preferem continuar no caminho que conduziu à situação quase que sem retorno em que nos encontramos, este simples cidadão nunca tal caminho trilhará. E, felizmente, muitos me acompanharão no caminho que, desde muito jovem, escolhi…
Para todos os que tiverem a paciência de se debruçarem sobre o que acabei de escrever, e que pelo menos terá o simples mérito de dar corpo ao que na alma me vai, os sinceros votos de um Natal com muita saúde; porque desejar muito mais, nos tempos que correm, é mera hipocrisia; e tal não é, seguramente, um dos muitos defeitos que certamente terei.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Portugal, potência nuclear?...
A actividade política em geral, mas muito em especial a que se pratica frequentemente em Portugal, reserva-nos por vezes -. E muito mais frequentemente do que seria de esperar e muitas vezes de desejar, surpresas de deixar todos os portugueses – e talvez que ao próprio responsável pelas mesmas - de olhos esbugalhados e bocas escancaradas, dado que nem os próprios serviços secretos, mesmo que reforçados com especialistas no uso de avental, lograram descobrir o que acaba por vir a público! É verdade, meus amigos, e não duvidem um só segundo do que afirmo, pois que em último recurso recorrerei aos diversos meios de comunicação social, para comprovar esta tão atrevida afirmação: Portugal é uma potência nuclear! E a mesma não se destina a fins pacíficos (do mal o menos, dirão os anti-nuclear )mas a fins bélicos e a usar contra as grandes potências europeias, pelo menos para já, dado que nenhum país estará a salvo de tão terrifica ameaça. E o mais surpreendente é que a descoberta e a ameaça do seu uso foram feitas por um cientista vivendo na área de um grande partido que, de modo geral, sempre se tem oposto ao uso, principalmente para uso interno, de tal energia: Pedro Nunes dos Santos é o seu nome e desde já o considero um sério candidato ao próximo Nobel da Física. Na verdade, um país de tão reduzidas dimensões conseguir, com também reduzida capacidade económica e financeira, produzir, e em segredo absoluto, talvez que contando apenas com a poética colaboração de Manuel Alegre, uma bomba atómica capaz de destruir, de uma só vez, todas as dívidas de Portugal para com os seus credores, é obra! A não ser que se trate de um amante, nas horas que o pesado trabalho político lhe deixa livre, da física nuclear e que o seu cérebro tenha sido afectado por qualquer  fenómeno radioactivo, que o tenha convencido de uma descoberta que não passe de uma simples miragem. Mas, para bem das finanças de todos os portugueses, espero sinceramente que assim não seja. De qualquer modo, como devem estar amedrontados, os nossos credores!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Assim se extingue parte de uma pátria...

por Campos Barros a Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011 às 14:37
Ouvi,incrédulo, que o actual governo se prepara para reduzir substancialmente o número de professores de português no estrangeiro- no caso referido no final do 1º período- e só a repetição da notícia me convenceu não estar a viver um pesadelo, e sensibilizou-me profundamente ver o estado de tristeza,plenamente justificado,de alunos, familiares e de outros intervenientes na situação.
Considero a decisão um verdadeiro crime de lesa pátria, pois que ao eliminar a possibilidade de centenas de jovens,filhos ou familiares de emigrantes, aprenderem ou continuarem a aprender o português, é uma verdadeira extinção de uma valiosa parte da pátria.É que, recordando Fernando Pesssoa,"a minha pátria é a língua portuguesa".E não venham com as desculpas,que agora para tudo servem, até para encobrir, em certas situações,falta de coragem política,de que a crise a tal obriga.Que vivemos em crise, é indubitável,mas muito e muito continua por fazer, no sentido de reduzir despesas absolutamente desnecessárias e injustificáveis, algumas delas já ha muito prometidas mas de que se continua a aguardar a concretização.
Como muitos sabem,fui um acérrimo crítico do anterior governo e muito em especial do então primeiro ministro, mas recuso-me a aceitar que, perante o que foi publicitado, o actual governo não tenha a coragem de rever a decisão,até porque o reconhecimento de um erro só dignifica e prestigia o interveniente.
E eu, que ainda quero dar o benefício da dúvida ao actual governo, e muito em especial ao primeiro ministro, nuinca esquecerei ou mesmo perdoarei, caso  a decisão não seja simplesmente anulada, e sentirei vergonha de ter apoiado eleitoralmente quem assim procede: é que conseguiram intervir, negativamente, numa área na qual nem o anterior governo teve a inconsciência de actuar.
E por muito que tal possa desagradar,principalmente  aos que consideram PPC e o seu governo como intocáveis, mais uma vez aqui fica expresso o que me vai na alma e na consciência, até porque na base deste meu comportamento está um prejuízo irreparável , caso não seja revista a situação,feita à pátria que tanto amo...Talvez me apelidem de romântico ou de ultrapassado na minha visão;terei de respeitar quem assim o pense, mas nego-me a cortar,um pouco que seja,do meu pensamento ou da minha alma.Se este não fosse o meu modo de estar e de viver,de algumas coisas não me poderia orgulhar de ter feito.É esta a recompensa que tenho dado a mim  próprio...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A prova dos seis…
A discussão do chamado “Documento Verde”e o resultado final a que se vier a chegar, e refiro – me, quer à discussão, quer ao resultado, tanto ao nível nacional, como regional, constituirá uma ocasião soberana para se poder concluir quais as organizações políticas, e muito em especial os partidos, e entre estes ao que têm assento parlamentar, que têm na verdade como objectivo fundamental servir os cidadãos e não deles se servirem para obter somente interesses partidários, tendo em vista captar o inevitável descontentamento que qualquer reforma por norma origina, e muito em especial quando a mesma se centra numa matéria tão sensível, como a que estará em causa.
Aceita-se e compreende-se perfeitamente – e isso constitui a essência da democracia – a existência de opiniões diferentes, baseadas em filosofias e princípios políticos diferentes, mas quando há “liberdade”, sem limites, passe o exagero, para que todas as opções tenham, nem que só mesmo academicamente, razão e espaço para serem discutidas, mesmo que sabendo-se que, desde o início se encontrem  condenadas ao fracasso. A não aceitação deste princípio só poderia partir de quem tivesse da democracia uma visão muito, no mínimo, redutora. Situação completamente oposta surge quando, como sucede com a reforma administrativa prevista, as regras do jogo, por muito que tal custe aceitar, até pela tácita aceitação de perda de independência que tal implica, estejam, como lamentavelmente sucede, de antemão estabelecidas e o “campo de manobra”já se encontra perfeitamente delimitado, permitindo apenas a adopção de algumas tácticas, mas com uma estratégia perfeitamente definida e sem qualquer alternativa. E aqui impõe-se pragmatismo total, sob pena de se perderem energias a debater eventuais soluções que se encontram condenadas à nascença e, desta maneira, se perder a noção do fundamental e imperioso, a favor do meramente utópico, face a uma situação do”posso, quero e mando”…É deprimente, e mesmo humilhante, ter de aceitar o que se apresenta como uma realidade irrefutável, a não ser que seja levada à prática a filosofia, agora com o sabor de Paris, de José Sócrates – não se pagam as dívidas – ou se confie ao normalmente inseguro, por também por norma não se definir, mesmo no interior do seu partido, José Seguro, a missão de inverter a posição da troika, para o que contará com a extraordinária influência e peso de que desfruta perante Merkel s Sarkozy…
Assim, penso que apenas restará o imperativo de todas as forças intervenientes, políticas ou não, procurarem encontrar o maior consenso comum, através de uma solução em que os verdadeiros  interesses dos cidadãos – e exclusivamente estes interesses – sejam salvaguardados, aliás como em todas as situações devia suceder. E para que tal suceda é imperioso e de interesse nacional que todo e qualquer interesse partidário e de apego ao poder, a que frequentemente se junta o interesse financeiro, nem sequer seja pensado…
Conheço perfeitamente, até porque quase diariamente ando no terreno, a tentação que muitos sentirão em aproveitar as diversas reacções das populações, de alijar responsabilidades, endossando – as a terceiros…Como se outra solução existisse, para além da que nos é imposta e em relação à qual todos somos, cidadãos e forças partidárias, responsáveis Sejamos, por menos uma vez, honestos, moral e intelectualmente – o que se me afigura venha ser extraordinariamente difícil, face ao que tem sido o comportamento corrente de todos os intervenientes – e ninguém poderá ser apresentado como vencido, pois que apenas haverá um vencedor: Portugal!
E porque muito do desenrolar de todo o processo e do seu êxito depende em grande parte, para não dizer exclusivamente, do comportamento das forças partidárias, muito especial no que diz respeito às que têm assento no parlamento, aqui fica a justificação para o título desta modesta contribuição, de alguém a quem apenas move o desejo de tentar esclarecer e alertar…