domingo, 10 de abril de 2016

INCOMPETÊNCIA,OU INCONSCIÊNCIA?
Por várias vezes, nos últimos anos, tenho abordado matérias do âmbito da Defesa Nacional, salientando tratar-se de um tema que exige um acompanhamento atento e realizado por especialistas, dada a quase constante alteração a que o mesmo está sujeito, num mundo em constante mutação e em que, quase que dia a dia, se apresentam novos desafios.
E, no âmbito das diversas abordagens que o tema permite, tem merecido particular atenção o Serviço de Informações, nas suas diversas vertentes, pedra angular de qualquer tipo de orgânica ao Serviço da mesma Defesa Nacional.
São marcas que o tempo não apaga, deixadas por cerca de 5 anos de trabalho profissional, no âmbito do Serviço de Informações do Exército, durante os quais pude testemunhar, até por ter sido durante um largo período de tempo, o responsável máximo do seu funcionamento, a nível da Região Militar de Moçambique, a excepcional importância daquele Serviço.
E as críticas que fui fazendo no âmbito dos Artigos de Opinião, relativamente ao modo como se encontram organizados e como funcionam os Serviços de Informação das diversas Instituições –Forças Armadas, Forças Militarizadas e Policiais, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e outras- foram, ainda muito recentemente, ratificadas, e aos mais diversos níveis, através de apreciações muito pouco positivas, gerando junto dos que se encontram minimamente informados sobre estas questões, justificadas preocupações, muito especialmente quando analisado o fenómeno dos refugiados(?),do crime organizado, incluindo o tráfego de droga e de armas, com a referenciação de elementos que, pelas funções que desempenham ou desempenharam, muito dificilmente se admitiria estarem do outro lado da barricada…
Mas e, mais uma vez lembro o que julgava impossível acontecer, há alguns anos, aliás poucos, um ministro publicita, em plena Assembleia da República, a identidade de vários espiões, sem que qualquer consequência de tal lhe adviesse, tudo ou quase tudo se pode esperar!
Que as ameaças mais recentes e o reforçar das já existentes sirvam, no mínimo, para rever posições permitindo que os cidadãos fiquem confiantes e sem dúvidas sobre a eficiência de um Serviço que constitui uma verdadeira pedra angular, na orgânica da Defesa Nacional

Só lamento profundamente que tudo que se venha a fazer, o seja como reacção e não como prevenção…

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