REGRESSO AO PASSADO…
Factores de natureza diversa não me permitiram dar seguimento
normal aos Artigos de Opinião que vinha publicitando, mas algo sucedeu que me
obriga a dar voz ao meu espanto, se espanto ainda pode suscitar algo que
aconteça na política à portuguesa, que mais merece a qualificação de “política
de trazer por casa”…
Na verdade, a constituição do novo governo, da nova
Assembleia da República e a campanha para as presidenciais, trouxeram de novo à
luz da ribalta nomes e personalidades com provas já dadas na arte de esbanjar a
coisa pública, bem como me recordaram velhos e, julgava eu, já ultrapassados
tempos do “PREC”, não podendo deixar de registar, com parcial destaque, como
que a ressurreição do “MES” e de personalidades da “LUAR”, para apenas dar
alguns exemplos.
E que dizer no âmbito das subvenções, requeridas por algumas
dezenas de deputados, constituindo uma verdadeira afronta a todos que
trabalhando ao longo de dezenas de anos, são “recompensados” com reformas que
os obrigam a sobreviver com as maiores dificuldades, gerando-se situações de
enormes injustiças sociais, com a instituição de verdadeiras castas de
privilegiados?
E como é possível que, como sucedeu muito recentemente numa
empresa pública, os vencimentos, já de si altamente recompensadores, de três
administradores tenham sido aumentados em 150 %?
E tudo isto em tempo de grave crise, dirão alguns ou mesmo a
maioria dos portugueses e com toda a razão. Simplesmente, há que olhar a
montante e constatar que essa crise é o resultado final de um conjunto de
crises que se vem amontoando e que, resumidamente se podem considerar como
crises de valores: crise de espírito der Servir, de Ética, de Honestidade e
Transparência, de Solidariedade…
E isto leva-nos a concluir da necessidade imperiosa de uma
verdadeira Revolução, tão imperiosa como difícil de realizar; a Revolução de
mentalidades!
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