terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Uma Revolução imperiosa...

REGRESSO AO PASSADO…
Factores de natureza diversa não me permitiram dar seguimento normal aos Artigos de Opinião que vinha publicitando, mas algo sucedeu que me obriga a dar voz ao meu espanto, se espanto ainda pode suscitar algo que aconteça na política à portuguesa, que mais merece a qualificação de “política de trazer por casa”…
Na verdade, a constituição do novo governo, da nova Assembleia da República e a campanha para as presidenciais, trouxeram de novo à luz da ribalta nomes e personalidades com provas já dadas na arte de esbanjar a coisa pública, bem como me recordaram velhos e, julgava eu, já ultrapassados tempos do “PREC”, não podendo deixar de registar, com parcial destaque, como que a ressurreição do “MES” e de personalidades da “LUAR”, para apenas dar alguns exemplos.
E que dizer no âmbito das subvenções, requeridas por algumas dezenas de deputados, constituindo uma verdadeira afronta a todos que trabalhando ao longo de dezenas de anos, são “recompensados” com reformas que os obrigam a sobreviver com as maiores dificuldades, gerando-se situações de enormes injustiças sociais, com a instituição de verdadeiras castas de privilegiados?
E como é possível que, como sucedeu muito recentemente numa empresa pública, os vencimentos, já de si altamente recompensadores, de três administradores tenham sido aumentados em 150 %?
E tudo isto em tempo de grave crise, dirão alguns ou mesmo a maioria dos portugueses e com toda a razão. Simplesmente, há que olhar a montante e constatar que essa crise é o resultado final de um conjunto de crises que se vem amontoando e que, resumidamente se podem considerar como crises de valores: crise de espírito der Servir, de Ética, de Honestidade e Transparência, de Solidariedade…

E isto leva-nos a concluir da necessidade imperiosa de uma verdadeira Revolução, tão imperiosa como difícil de realizar; a Revolução de mentalidades!

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