quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Coincidências,muito coincidentes...

Grito de revolta de um cidadão!
Antecipando-me a previsíveis criticas, acusando-me de ser parte interessada no problema e ser essa a razão da minha tomada de posição, cumpre-me registar que o facto de ser, desde há algumas semanas, dirigente partidário, em nada influenciou esta intervenção, que assumo como simples cidadão, que procura manter-se a par da actividade política nacional.
Na verdade, desde há muitos anos que tenho, dentro das minhas possibilidades e capacidades, denunciado e criticado veementemente todos os comportamentos que considere contrários aos interesses nacionais ou impróprios de uma vivência democrática, que se diferencia profundamente do que se convencionou qualificar de democracia, dado que considero muito mais apropriado qualificar de partidocracia ou mesmo, frequentemente de ditadura partidária, o sistema político vigente em Portugal.
E se a análise do comportamento, na pré-campanha eleitoral e agora em plena campanha, de algumas forças políticas já seria de merecer fortes reparos, não posso, sob pena de trair a minha consciência, deixar de marcar uma posição relativamente à anormalidade de factos, que considero profundamente graves, envolvendo o processo eleitoral, no que diz respeito ao Círculo fora da Europa.
Na verdade, desde cartas em que o país destinatário é omitido, passando pela duplicação do nome do eleitor e, pasme-se, pela existência de situações em que, pura e simplesmente, o boletim de voto não existe, tudo se verificou, colocando em risco o direito de voto dos eleitores.
E tudo isto afectando precisamente um Círculo Eleitoral em que era admitida a forte possibilidade de os partidos do arco da governação perderem um deputado…
Como é lógico, a correspondente queixa foi enviada à CNE.
E, como complemento, desejo registar que o cabeça de lista, residente em Macau, de um dos partidos concorrentes, deu público conhecimento de ter sido aliciado, por uma outra força partidária, com a promessa de benesses políticas, caso renunciasse à sua candidatura! O que, como a Ética e a honestidade intelectual e política impunham, não sucedeu.
E assim vai a “política à portuguesa”!

É caso para dizer: há, muito particularmente na política, coincidências muito coincidentes…

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