Contra o Regime,
marchar, marchar…
Muito embora tenha, como referi no último texto, abandonado o
estatuto político de Independente, nada me impede de, como simples cidadão,
continuar a publicitar as minhas opiniões, até porque considero este
procedimento uma obrigação inerente à CIDADANIA,
que tanto defendo.
Na verdade, nenhum cidadão, minimamente consciente, pode
ficar indiferente, quando confrontado com os sucessivos casos de corrupção, e
não só, envolvendo um conjunto de personalidades das mais diversas áreas- aqui
parece que há, na verdade, uma democracia- com destaque para políticos ou
ex-políticos e banqueiros, esperando que algumas outras classes profissionais
não se sintam injustamente descriminadas e compreendam quão fastidioso seria referir
todas as actividades com personalidades praticantes do tipo de democracia que
atrás referi…
Felizmente, e para que nem tudo seja mau, parece que algo de
novo começa a surgir no âmbito da justiça, muito embora com um problema: é que
será gritante a falta de prisões, caso o futuro demonstre a razão de ser da
esperança que aos cidadãos de corpo inteiro se depara. E, como já tenho
referido, se mão-de-obra, na especialidade de pedreiro não faltará, para a
construção de novas prisões, há que acautelar o fornecimento, em tempo oportuno
e em quantidade adequada, de pulseiras electrónicas…
E as próprias empresas de transportes rodoviários sairão
extremamente beneficiadas, dada a diversidade de prisões com hóspedes ilustres,
muito embora o turismo em Évora possa ser prejudicado.
E, segundo tudo indica, o sector da saúde parece também
querer disputar o campeonato da corrupção, mas penso que, aqui, nem o uso se
medicamentos lhes dará qualquer hipótese! E terão mesmo de ser agentes externos
ao sector, a tratar da saúde a alguns atletas que, de acordo com o que tem sido
noticiado, serão mesmo de “alta competição”, o que a qualidade dos prémios
parece confirmar.
Por tudo isto, só possível num regime totalmente permissivo e
em que muitas das leis já são feitas com o intuito de beneficiar futuros
infractores e em que frequentemente se localizam situações em que os principais responsáveis por legislação
promulgada se encontram dos dois lados da barricada, por tudo isto, dizia, só
há uma solução: contra o regime, marchar,
marchar…E a expressão militar tem
toda a razão de ser, dado que a revolução de que o país tanto necessita, só é
possível com a utilização de uma arma, aliás, que quando bem utilizada se
revela mortífera, mas que muitos portugueses se têm esquecido de utilizar e com
eficácia: a ARMA DO VOTO!
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