CIDADANIA:JÁ E EM FORÇA (cont.)
Na sequência da última publicação, passamos a referir alguns
elementos das contribuições para o PLANO
C O COMBATE DA CIDADANIA, das
restantes personalidades que deram o
seu valioso contributo para o chamado “Ponto de Partida” da edição em causa. Assim,
temos:
Ribeiro Telles, arauto e patriarca do urbanismo
sustentável, da ecologia e da monarquia democrática, resume, na sua metáfora da
Morte das Aldeias, a perda das
estruturas mediadoras locais, sem as quais não há verdadeiro desenvolvimento.
Gustavo da Cunha, alerta para a urgência de um novo
entendimento entre sector público e privado na regeneração urbana, afirmando
que o Estado penaliza a vontade privada em vez de oferecer incentivos para a
boa intervenção, enquanto noutros países, os responsáveis pela urbanística não
só têm um papel regulador, como também o poder da propriedade.
As propostas de regeneração urbana a que o IDP tem dedicado várias intervenções e
seminários são apresentadas de modo sucinto, com alusão às iniciativas
desenvolvidas por João Jardine, Paulino
Santos e Inês Mena e Mendonça.
Frederico Brotas de Carvalho e no âmbito da secção Desenvolvimento, apresenta propostas
inovadoras sobre os elos que faltam
para as infraestruturas urbanas, logísticas e de comunicação. Como se articula,
com o território, a actual malha de cidades interiores, cidades portuárias e
metrópoles atlânticas, são algumas das perguntas que coloca.
Jack Soifer mostra os caminhos da agricultura
para sair desta longa depressão: exportar com tecnologia livre e elevado valor acrescentado
local, a beneficiar PME e produtores independentes, falando de um nicho de mais
de cem produtos de origem rural.
Para Antonieta
Guerreiro, trabalhar
em rede é olhar para o vizinho como parceiro e defende que que agilizar a
Economia é, também, salvaguardar a situação dos trabalhadores por conta
própria, em especial os pequenos e médios empresários que tanto contribuem para
o estado social.
Na secção Mundo, João
Palmeiro apresenta a Agenda Digital Europeia, considerando ser, a par da
Educação e da Inovação, um dos três programas do crescimento inteligente.
Rui Moreira explica o compasso de espera na
política fiscal da União Europeia, apresentando os cuidados a ter para não
beneficiar os infractores, os países insolventes e os especuladores que
adquiriram a dívida a preço de saldo.
Francisco Cunha Rego verifica que, para além da
Lusofonia, o uso da Língua Portuguesa permite a todos os membros da CLP falarem
de uma Lusoesfera de afectos, interesses e normas comuns, mas faltando uma
Estratégia para a Lusoesfera que ajude a perceber e aproveitar o seu valor
real.
Vilma Muniz de Farias, fala dos programas sociais do
Governo brasileiro para o combate à fome e à pobreza, a qualificação da Educação,
a geração de emprego e renda para os mais pobres, a ampliação dos serviços de
saúde, o combate à desigualdade.
Na parte final do livro, é desmitificado o Plano A da Troika,
por Paulino Brilhante dos Santos.
Considerações de natureza geral, sobre o PLANO C serão apresentadas no próximo texto.(cont)
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